27 anos de Suzanclin

Postado por master em 07/fev/2022 - Sem Comentários

Na terça-feira dia 01/02/2021, a Suzanclin completou 27 anos de existência. Para comemorar essa orgulhosa trajetória, iremos compartilhar com vocês um resumo dessa jornada.

Fundadores

A Suzanclin tem como os seus sócios fundadores, os médicos, Dra. Isabel Yoko Takasaka e Dr. Jaime Ribeiro de Carvalho Teles. Eles se conheceram e fizeram todo o curso de medicina na mesma classe. Logo após se formarem, a parceria se manteve na residência médica, cursada por ambos no Hospital Beneficência Portuguesa de São Paulo. A especialização escolhida foi a de Cirurgião do Aparelho Digestivo. Em 1992, começavam a realizar atendimentos no Hospital São Sebastião, mas logo notaram a necessidade de um consultório próprio para atender seus pacientes. E dessa ideia, nascia a empresa Suzanclin.

Trajetória

No seu primeiro ano de nascimento, a clínica tinha somente dois funcionários, os sócios criadores. Era localizada na rua Tiradentes, onde alugavam uma sala do Dr Jorge Yoshimoto, primo da Dra. Isabel. A sala também era dividida com o Dr Roney Augusto da Conceição, após um período ficou nítido que o espaço e o tempo daquela sala eram muito apertados, precisavam de uma nova opção. Em agosto de 1996, passaram então a atender na rua Felício de Carvalho, até uma excelente oportunidade de atender na rua Armando Salles, mantendo a parceria com Roney. A Suzanclin chegava ao seu primeiro endereço comercial, contando com 19 colaboradores 7 profissionais em seu corpo clinico.

Em 2002 Dr. Jaime e Dra. Isabel, se interessavam por cirurgia bariátrica e já no ano seguinte após cursos e especializações, começavam a realizar suas primeiras cirurgias. Visando um melhor atendimento para seus pacientes, era criada a Obesoclin. Com o intuito de ser a parte da clínica focada somente para a cirurgia de redução de estomago, a Obesoclin deixou de existir para virar o que é hoje a Vivaligth.

Em fevereiro de 2007 na Rua Baruel, a Vivaligth começou a funcionar, ao lado de nossa atual unidade matriz. Podendo assim oferecer o melhor tratamento aos seus pacientes, com mais espaço e conforto. Com os atendimentos e a nova unidade indo bem, a clínica deu mais um passo para o seu crescimento. Em agosto de 2010, a Vivaligth foi de Suzano foi para Mogi das Cruzes, pensando em se expandir para a região e pelo local não comportar mais os pacientes.

Em agosto de 2012 a Suzanclin então se mudava para o que é hoje sua maior unidade, na rua Baruel nº650, possuindo 26 funcionários e 19 profissionais. A unidade Vivaligth Mogi, durou até março de 2013, sendo unificada com a unidade de Suzano.

Em 2015 iniciávamos nossa primeira caminhada Vivaligth, com intenção de promover a prática de atividades físicas para os pacientes de obesidade. Uma vez ao ano essas caminhadas são realizadas em Suzano ou São Paulo. Em março de 2007 outra expansão precisou ser feita. A demanda e a necessidade fizeram com que uma nova unidade fosse aberta, em Suzano, na rua Nair Ferreira Martins.

No ano seguinte, voltávamos para Mogi das Cruzes, já então como Suzanclin Vivaligth. A unidade se manteve por alguns anos nesse endereço até que em 2020 mudamos para o que é hoje nosso atual endereço, na rua Francisco Franco nº 346. A clínica conta com mais espaço, conforto e um local de fácil acesso.

Em fevereiro 2019 nascia nossa loja, física e virtual a Suzanclin Store. Para facilitar ainda mais a vida dos nossos pacientes bariátricos, que após o procedimento passa a precisar de suplementação e entre outros acessórios do dia a dia.  No meio desse mesmo ano, era inaugurado a nossa unidade de pediatria a Suzanclin Baby, localizada na rua Presidente Nereu Ramos nº 77.

E a Suzanclin continua pensando em evoluir e alcançar grandes objetivos, através dos anos que estão por vir. Agradecemos a todos os nossos pacientes pelo carinho e por toda a confiança que depositam em nós, estaremos sempre aqui para ajudar da melhor forma.

Aos nossos colaboradores e corpo clínico, agradecemos pelo esforço e empenho de cada um de vocês. Contamos com vocês para cada vez mais evoluirmos e melhorarmos para atender com ainda mais excelência.

Cirurgia reparadora pós cirurgia bariátrica

Postado por master em 24/jan/2022 - Sem Comentários

Ao realizar a cirurgia bariátrica, o paciente acaba perdendo muito peso em um curto período de tempo, resolvendo assim os problemas que o excesso e as comorbidades trazem, mas nem tudo é positivo nessa história. Devido a essa rápida perda, o excesso de pele e a flacidez podem acabar aparecendo e se destacando no corpo do bariátrico.

A cirurgia reparadora é o maior aliado contra esse problema, chamada de dermolipectomia, a cirurgia de retirada do excesso de pele é indicada e realizada por cirurgiões plásticos. Existem diversos tipos desse procedimento, podendo ser realizadas combinadas ou isoladas.

Quando o paciente pós bariátrico deve realizar as reparadoras?

Esses procedimentos, irão retirar o excesso de pele e recuperar o contorno corporal do corpo, sendo considerada a fase final do tratamento da perda de peso. Para isso o paciente deve estar com o peso estabilizado, para que a cirurgia possa ser realizada com uma maior segurança, com um risco menor de complicações e melhores resultados. O período é de 1 ano a 2 anos, pós a cirurgia bariátrica.  

A reparadora, diferente de uma cirurgia plástica estética, tem o objetivo de corrigir as deformidades de nascença ou que foram adquiridas pelo paciente com o tempo, seja elas por excesso de peso, acidentes, traumas e outras. São consideradas necessárias como qualquer outra intervenção cirúrgica, procuram recuperar as funções do corpo e restabelecer a forma mais natural possível, o procedimento não é realizado como uma questão de vaidade e sim para restaurar a normalidade do corpo do paciente.

Qual cirurgia plástica o convênio deve cobrir?

Por regra, a legislação dita que os convênios não tem a obrigação de cobrir cirurgia plástica com a finalidade estética. Mas quando sua finalidade é de reparar o corpo do paciente o convenio deve cobri-las, como no caso das: cirurgia reparadora pós bariátrica, mamoplastia redutora e cirurgia de reconstrução de mamas de pacientes com câncer. Mas antes, o paciente deve verificar se o cirurgião plástico aceita ou não convênios para cirurgia.

Tipos de cirurgia reparadora pós bariátrica

Abdominoplastia

Essa cirurgia visa retirar o excesso de pele do abdômen, reduzindo o volume abdominal. Após a rápida perda de peso a pele do local fica flácida, formando a famosa barriga de avental. Ela é realizada em um método em que a pele é puxada e removendo a parte em excesso.

  • Lifting de braços e coxas

Nela, é removido o excesso de pele e gordura dos braços e coxas, esse excesso impossibilita o movimento natural dos membros, atrapalhando em atividades físicas e do dia a dia. A pele é esticada e remodelada para a posição natural do corpo.

  • Mamoplastia

Nesse procedimento, as mamas são reposicionadas em seu lugar natural, deixando o órgão com aspecto mais firme, ela pode ser feita sozinha ou com a colocação de silicone, assim aumentando o tamanho dos seios.

Recuperação pós reparadora

Na reparadora o paciente fica internado por volta de 1 dia, necessitando de repouso em casa por um período de 15 dias a 1 mês. O tempo dos procedimentos, duram em torno de 1 a 5 horas, nela é usada anestesia geral ou local, variando de acordo com o procedimento e técnica. Durante a recuperação, o paciente deve evitar esforços físicos, é medicado com analgésicos e deve retornar com o cirurgião plástico conforme o protocolo do mesmo.

Vale ressaltar, que apenas o cirurgião bariátrico pode liberar o paciente para realizar as cirurgias reparadoras, então mantenha seus retornos em dia, com toda a equipe multidisciplinar, para que não ocorra nenhum risco. 

Ficou alguma dúvida? Entre em contato conosco por nossas mídias sociais.

Balanço Geral 2021

Postado por master em 31/dez/2021 - Sem Comentários

O ano de 2021 já está no fim e com isso trouxemos para nossos pacientes algumas dicas para colocar em prática a partir do ano que vem buscando uma vida com mais qualidade. Desde 2020 estamos combatendo o covid-19 e ele deixou muito claro para todos como a saúde é importante, agora é hora de aproveitar o fim de ano para refletir sobre sua vida e como ela está sendo levada. O fim do ano é também o melhor momento para planejar o novo ano que vem e as prioridades que deseja levar para o mesmo.

Não seja mais um daqueles que só vai à consulta médica quando está se sentindo mal! Se organize com a gente para viver um 2022 mais, saudável.

Seja você um paciente bariátrico ou não, o que vai te ajudar a cuidar da sua saúde é manter os acompanhamentos médicos em dia. Os famosos check-ups servem para avaliar sua saúde de forma completa, auxiliando na evolução do seu histórico clínico.

É recomendado fazer no mínimo um exame geral completo anualmente, mas para quem realizou a cirurgia bariátrica, é portador de alguma doença, ou possui histórico familiar patológico, esse tempo deve ser reduzido. É importante manter uma frequência com a equipe especializada, que irá contribuir para um diagnóstico detalhado sobre o funcionamento do seu corpo.

Deixamos aqui algumas dicas para se organizar nas suas consultas durante o ano e para uma rotina mais saudável.

Dicas para manter suas consultas em dia:

  • Agende suas consultas com antecedência para que não aconteça de não ter mais vaga, lembre-se de sempre anotar em mais de um lugar as datas dos retornos para não se perder.
  • Antes das suas consultas, faça uma lista dos sintomas e dúvidas que tiver, para não se esquecer dentro do consultório.
  • Tenha anotado o histórico da sua saúde durante os meses e anos, os medicamentos que utiliza e os procedimentos cirúrgicos que já realizou
  • Lembre se de sempre guardar seus exames e de mantê-los atualizados.

Dicas para uma rotina mais saudável:

  1. Pratique exercícios

Tenha uma rotina de exercícios frequentes, essa prática traz diversos benefícios para o corpo. A qualidade de vida de quem pratica exercícios aumenta consideravelmente, seja qual for a idade e exercício praticado. Os exercícios físicos irão te ajudar a evitar a hipertensão, a redução do colesterol ruim (LDL), prevenir a diabete, redução de doenças como ansiedade e depressão.

  • Mantenha-se no seu peso ideal!

Estar dentro do IMC adequado, vai muito além das questões estéticas. O excesso de peso aumenta os riscos de doenças como: hipertensão, colesterol, diabete, depressão, problemas respiratórios e entre outros.

  • Descanse com qualidade!

Ter uma boa noite de sono está diretamente ligado no funcionamento do corpo e da mente. Descansar adequadamente irá garantir que suas energias estejam renovadas para o dia seguinte, sem uma noite de sono adequada o estresse excessivo pode ocasionar doenças psicológicas. Entre os principais sinais do estresse, deve-se atentar nas alterações de humor, perda de apetite, problemas de atenção e ansiedade. Então busque relaxar, ter momentos de paz e tranquilidade, desconectar da loucura do dia a dia de vez em quando é o mais adequado.

Com essas dicas para manter sua saúde em dia, você vai perceber que manter uma qualidade de vida mais saudável é apenas uma questão de atitude. Ficou alguma dúvida? Entre em contato conosco por nossos meios de comunicação e não deixe de nos acompanhar no Facebook, Instagram e Youtube. Boas festas.

Como evitar os entalos?

Postado por master em 13/dez/2021 - Sem Comentários

Um dos principais aspectos da cirurgia bariátrica é a diminuição do tamanho do estômago. E essa diminuição do estômago implica em diversas alterações na vida do paciente, uma delas é que a capacidade de armazenar alimentos será reduzida. Além disso, o intestino pode ser modificado a fim de reduzir a absorção de nutrientes do paciente.

Com essa redução da capacidade do estômago, caso o paciente não faça toda reeducação corretamente, surge a possibilidade da ocorrência de entalos, e eles são o tema do nosso Blog de hoje.

O entalo é uma situação bem desconfortável, que ocorre na maioria das vezes devido à alimentação inadequada do paciente e pode trazer dores no peito, estômago ou garganta.

Para vocês entenderem, vamos imaginar uma estação de metrô. Em uma situação normal, do dia a dia, o trem chega, todos os passageiros entram e ele deixa a estação. Porém caso o trem mude e passe a comportar 1% do que o trem anterior comportava, os passageiros acabarão enfrentando uma fila, pois a capacidade do trem é menor. No corpo do paciente funcionaria mais ou menos assim, sendo que o trem representa o estômago dele (que reduziu a capacidade) e as pessoas representam os alimentos. Caso ele continue comendo a mesma quantidade de alimento, ou pelo menos na mesma velocidade, ele provocará essa “fila”, fazendo com que o alimento entale (mesmo sendo pequeno). O entalo pode ocorrer também quando o paciente não corta/mastiga direito o alimento, porém esse segundo “tipo de entalo” afeta a população inteira, não é exclusivo de pacientes que realizam a bariátrica.

O que fazer caso o entalo aconteça?

Caso o entalo ocorra, pare de se alimentar imediatamente. Não insista com outra porção de alimento tentando desbloquear o caminho. Levante-se e procure respirar profundamente. Você pode dar uma caminhada para ajudar no desentalar o alimento.

O aumento da salivação durante o entalo é uma situação comum, visto que é uma maneira do organismo tentar se livrar do alimento situado em um local inadequado. Portanto, não se preocupe, apesar de não ser uma situação muito agradável.

Adicionalmente, você pode ingerir alguma bebida gasosa, como um refrigerante ou uma água com gás. Deste modo, o gás estimula a eructação (o famoso arroto), a qual pode ajudar na retirada do alimento preso.

Portanto, siga com atenção todas as recomendações médicas após a cirurgia bariátrica e evite desconfortos durante a alimentação.

  • Uma das regras mais importantes é que o paciente deve ingerir porções reduzidas de comida. Tente utilizar uma colher menor para que os alimentos cheguem à boca em baixa quantidade;
  • Comer devagar, mastigando bem os alimentos;
  • Evite ingerir alimentos muito sólidos, e caso o faça, tente acompanhá-los com algum molho ou algo que os deixe mais fácil de ser quebrado;
  • Se alimentar usando a ponta do garfo (ou talheres de bebê/sobremesa);
  • Prestar atenção enquanto come. Nosso cérebro não está “acostumado” com o novo estômago e as condições pós-cirúrgicas, portanto, tenha cuidado durante toda o processo de alimentação durante as refeições para manter a mastigação e a deglutição adequadas. Comer na frente da TV ou vendo algum vídeo pode prejudicar o paciente.

Após as dicas acima, fica mais claro perceber que o grande causador dos entalos no paciente são os antigos hábitos do mesmo. O paciente muitas vezes estava acostumado a comer mesmo quando não está com fome, por exemplo quando você está em casa e quando se da conta está abrindo a geladeira pela 3ª, 4ª vez, comer rápido e até exageradamente. Quando ele decide realizar a cirurgia já deve ter em mente que terá que criar novos hábitos mais saudáveis.

Portanto se você operou e está tendo entalos, procure comer mais devagar, mastigue melhor, coma porções menores e acima de tudo, procure identificar os momentos que está comendo devido à fome ou ao hábito de comer bastante.

5 Verdades sobre Cirurgia Bariátrica

Postado por master em 06/dez/2021 - Sem Comentários

Como no post anterior trouxemos para vocês 5 mitos sobre a cirurgia bariátrica, hoje vamos falar sobre 5 verdades que também são bastante questionadas pelos nossos pacientes.

  • Meu cabelo poderá cair depois que realizar a cirurgia?
    Sim, é verdade, o cabelo e unhas dos pacientes podem cair, por mais que não seja uma regra. Essa queda de cabelos normalmente se dá a partir do 3 mês devido aos seguintes fatores: estresse cirúrgico, dieta restritiva logo após a cirurgia, alteração no sistema digestivo do paciente, consequentemente, alteração na absorção de vitaminas pelo paciente. Lembrando que o paciente recebe todas as orientações necessárias e a receita com as vitaminas para que, caso o paciente tenha queda de cabelos, ela seja mínima e pelo mínimo de tempo possível. A queda de cabelos começa nos 3 meses após a cirurgia e aos 6 meses já começa a diminuir significativamente. Lembrando que isso NÃO é regra, por mais que seja comum, não são todos pacientes que perdem cabelo.
  • É verdade que o paciente de cirurgia bariátrica deve tomar vitaminas para o resto de sua vida?
    Sim, é verdade. Quando o paciente realiza a cirurgia bariátrica, seu sistema digestivo é modificado, modificando também a absorção de alguns nutrientes. Como essa absorção é modificada, o paciente deverá tomar determinadas vitaminas em maior quantidade para suprir sua necessidade biológica. Importante lembrar que é muito melhor para o paciente passar anos tomando vitaminas e suplementos do que não optar pela cirurgia e continuar tomando remédios para pressão alta ou diabetes, por exemplo.
  • É verdade que a maior parte do peso o paciente perde nos primeiros dias de cirurgia?
    Sim, é Verdade! Nos primeiros 2 anos o paciente perderá em média de 30 a 50% do peso que tinha quando operou. 10% nos primeiros 30 dias, 20% nos primeiros 90 dias, 30% nos primeiros 180 dias e 40% nos primeiros 365 dias. Portanto, 10% no primeiro mês, mais 10% até o 3º mês, mais 10% até o 6º mês e mais 10% até completar o primeiro ano.
  • É necessário fazer uma avaliação médica detalhada antes de realizar a cirurgia?
    O paciente que pretende realizar a cirurgia bariátrica precisa passar pela avaliação de vários profissionais, que irão verificar se o procedimento é seguro para o paciente e se o mesmo está pronto para realizá-lo. Entre os profissionais que liberam o paciente para a cirurgia estão: o cirurgião, endocrinologista, cardiologista, nutricionista, psicólogo, fonoaudióloga, fisioterapeuta, pneumologista, entre outros.
  • O paciente terá recidiva da obesidade caso descuide da dieta e atividades físicas?
    Sim, também é verdade. A cirurgia é uma ferramenta que auxilia o paciente a perder peso, não é a garantia de que vai perder e não reganhar. Para o paciente se manter saudável a longo prazo é essencial que ele tenha uma dieta balanceada e também pratique alguma atividade física.

5 Mitos sobre Cirurgia Bariátrica

Postado por master em 29/nov/2021 - Sem Comentários

Já faz pouco mais de 1 ano que iniciamos as postagens no nosso blog, sempre falado sobre a cirurgia bariátrica e trazendo diversos assuntos interessantes. Hoje traremos aqui 5 mitos existentes sobre a cirurgia bariátrica e suas explicações.

Antes de começar, é bom lembrarmos que o Brasil é o segundo país que mais realiza cirurgias bariátricas no mundo (atrás apenas dos EUA) e também que o número de cirurgias metabólicas vem evoluindo nos últimos anos, fazendo com que cada vez mais seja mais importante orientar a população sobre esses procedimentos, explicando suas vantagens, aplicabilidades e riscos.

Ao escrever esse blog, consultamos os cirurgiões da Suzanclin e trouxemos 5 mitos sobre a cirurgia que a maioria dos pacientes costuma questionar preocupado, e elas serão mostradas a seguir:

  • A probabilidade do paciente ter complicações na cirurgia é maior que a de ter complicações devido à obesidade?
    Antes de começar a explicar, informamos que, por mais seguro que seja, qualquer tratamento médico tem eventos adversos. O risco de um procedimento nunca será zero. Porém, com o avanço tecnológico e das técnicas utilizadas em procedimentos, as chances de complicações reduziram muito. Estudos demonstraram que o risco da cirurgia bariátrica/metabólica é quase o mesmo de uma cirurgia rotineira da vesícula biliar. Além do risco da cirurgia ser baixo (0,2%), as complicações pós cirúrgicas também são incomuns devido ao acompanhamento pré-cirúrgico detalhado que é feito.
    Como o paciente normalmente é obeso mórbido, é importante saber que naturalmente ele possui comorbidades que afetam sua saúde (inflamação corporal, hipertensão, dificuldade em necessidades básicas como a respiração, etc). E já existem estudos confirmando que, após 20 anos, pacientes que não realizam a cirurgia mantém o peso alto, enquanto os que realizaram o procedimento diminuíram muito essa condição. Portanto, no longo prazo, o risco de permanecer obeso é bem maior do que o risco de realizar a cirurgia.
  • É recomendado realizar a cirurgia bariátrica quantas vezes eu quiser?
    Essa afirmação também é um mito, porém existem exceções que podem torna-lo verdade. Existem alguns casos raros em que o paciente não se adapta com o método cirúrgico realizado e realiza a conversão, por exemplo transformar um sleeve em um bypass. Porém via de regra não é permitido realizar a cirurgia bariátrica mais de 1 vez. Caso o paciente tenha realizado a cirurgia e recidivado a obesidade por não se alimentar e exercitar direito, ele deverá ir atrás da equipe multidisciplinar para realizar uma reeducação. Uma segunda cirurgia só será permitida quando o médico encontrar algum problema técnico no método (seja para converter em outro método ou realizar algum ajuste no procedimento). Muitos pacientes vêm atrás de outro procedimento por auto sabotamento, nesses casos não é realizado.
  • É verdade que após a cirurgia não poderei mais beber bebidas alcoólicas?
    Também é um mito. O paciente poderá beber bebidas alcoólicas normalmente, embora possivelmente ele irá beber menos por dois motivos. A velocidade maior do sistema e a mudança de alguns locais de absorção. A cirurgia bariátrica irá alterar o sistema digestivo do paciente, fazendo com que o alimento passe mais rápido pelo estômago e intestino, isso também vale para o álcool, fazendo com que o paciente fique alterado mais rapidamente. Além disso, devido a essa alteração no sistema, a bebida chegará menos metabolizada no intestino para ser absorvida, portanto ela estará mais concentrada do que o habitual. Esses dois fatores unidos promovem uma absorção mais rápida de uma bebida mais concentrada, promovendo uma mudança na velocidade com que o paciente ficará embriagado. Saiba mais sobre esse assunto clicando aqui.
  • Não poderei mais ter filhos após a cirurgia bariátrica
    Mito. Após a cirurgia o paciente poderá sim engravidar, porém enviamos a ele uma orientação informando que será mais seguro engravidar após 1 ano e meio de operado. A restrição não tem tanto a ver com o procedimento e sua cicatrização em si, mas sim com a alteração hormonal e de absorção pela qual o paciente passa. É possível o paciente engravidar antes desse período e passar por uma gravidez normal, porém o ideal é esperar esses 1 ano e meio para minimizar os riscos
  • Após a cirurgia poderei comer a vontade que não irei engordar
    Essa também é uma das mais comentadas pelos pacientes. A cirurgia não irá impedir o paciente de comer bastante ou comer determinados alimentos. No começo o paciente tem dificuldade de comer muito devido ao novo tamanho do seu estômago (reduzido pela cirurgia), porém se o paciente ficar “forçando”, aos poucos voltará a comer tanto quanto comia anteriormente. A cirurgia é um meio para auxiliar o paciente a emagrecer, caso ele não se ajude obedecendo a uma dieta e passando a realizar atividades físicas, possivelmente ele irá reestabelecer o peso e os hábitos que ele tinha antes da cirurgia.

Ditos esses 5 mitos, reiteramos que a cirurgia é um trabalho em equipe. O fato mais importante da cirurgia não será o procedimento em si, mas sim a reeducação praticada pelos pacientes, essa sim irá trazer resultados ótimos a longo prazo. Caso possuam outras dúvidas, não deixem de nos perguntar por aqui ou via nossas redes sociais.

A Bariátrica pode ajudar quem tem refluxo?

Postado por master em 22/nov/2021 - Sem Comentários

Uma queixa muito comum de pacientes obesos é a doença do refluxo gastroesofágico (DRGE), devido a isso, hoje o assunto do nosso Blog será o refluxo e como a cirurgia bariátrica ajuda a tratar essa doença.

Definir o refluxo é fácil, na teoria ele é o retorno involuntário e repetitivo do conteúdo do estômago para o esôfago. Entre o esôfago e o estômago, existe uma válvula que se abre para dar passagem aos alimentos e se fecha imediatamente para impedir que o suco gástrico penetre no esôfago, pois a mucosa que o reveste não está preparada para receber uma substância tão irritante. Devido a alterações no esfíncter, esse conteúdo do estômago pode voltar ao esôfago do paciente, caracterizando o refluxo. A acidez irrita a parede do esôfago e causa a doença. Os principais sintomas são azia, regurgitação, perturbação do sono, dor no peito, comprometimento vocal e complicações respiratórias.

Caso você possua algum desses sintomas, a doença pode ser diagnosticada pela realização de endoscopia digestiva alta e também pHmetria. Por meio desses exames é possível ter um diagnóstico definitivo.

Porém a partir do momento que a DRGE foi diagnosticada, quais as maneiras de tratá-la? O tratamento pode ser clínico ou cirúrgico. O tratamento clínico se baseia na administração de medicamentos que diminuem a produção de ácido pelo estômago e melhoram a motilidade do esôfago. Além disso, o paciente recebe orientação para perder peso, evitar alimentos e bebidas que agravam o quadro, fracionar a dieta, não se deitar logo após as refeições e praticar exercícios físicos. Já a cirurgia pode ser realizada de maneira convencional ou por laparoscopia e está indicada nos casos de hérnia de hiato, para os pacientes que não respondem bem ao tratamento clinico ou quando é necessário confeccionar uma válvula antirrefluxo.

Outro fator importante de ser ressaltado é o de que pacientes obesos possuem maior incidência de refluxo, e algumas vezes, o tratamento cirúrgico da obesidade, também afeta o refluxo dos pacientes. Em alguns procedimentos (como na cirurgia de bypass gástrico em Y-de-Roux), a perda de peso também é acompanhada pela resolução dos sintomas do refluxo (DRGE). No entanto, outras cirurgias bariátricas populares, como a Gastrectomia Vertical, têm um impacto controverso sobre seu efeito no refluxo.

Hoje já existem evidências de que há uma clara redução nos sintomas de refluxo ou resolução da DRGE na maioria dos pacientes pós-cirurgia de Bypass Gástrico. Estudos de pacientes com DRGE pré-operatória demonstraram que 96% dos seus pacientes apresentaram melhora ou resolução dos sintomas após o Bypass Gástrico (BGYR). Acredita-se que essa alteração venha do desvio da bile do estômago, promovendo perda de peso, diminuindo a produção de ácido na bolsa gástrica, diminuindo a população de células parietais, acelerando o esvaziamento gástrico e diminuindo a pressão abdominal sobre o Esfíncter Esofágico Inferior. Sendo assim, o Bypass gástrico poderia tanto tratar a obesidade quando o refluxo desse paciente.

Já no caso do Sleeve gástrico (Gastrectomia vertical), foi notado um aumento da incidência de doença do refluxo. Por mais que dentro do cenário dos procedimentos bariátricos o sleeve venha sendo cada vez mais comum, para tratar a DRGE ele não se mostra efetivo, pelo contrário. Ao analisar os resultados pós operatórios, notou-se que de 8,6% a 47% dos pacientes apresentaram sintomas do refluxo após a cirurgia.

De acordo com uma revisão retrospectiva do Bariatric Outcomes Longitudinal Database, pacientes obesos mórbidos com Doença do Refluxo apresentaram antes da cirurgia resolução dos sintomas em 16% nos pacientes que realizaram a Gastrectomia Vertical enquanto os que fizeram Bypass tiveram melhora bem mais significativa, chegando a 63%.

Portanto, chegamos à conclusão que, a depender da técnica utilizada, o paciente poderá ou não ter melhora do seu quadro de DRGE. Então, caso o paciente apenas seja afetado por refluxo (não acompanhado de obesidade), ele deverá tratar essa comorbidade, já nos casos em que o paciente é obeso mórbido e já está trilhando o caminho para realizar a bariátrica, torna-se importante conversar com seu médico e relatar o refluxo, uma vez que a depender da técnica utilizada, é possível que seu refluxo tenha remissão completa.

O que você precisa saber sobre Diabetes

Postado por master em 15/nov/2021 - Sem Comentários

Como uma das comorbidades mais comuns de encontrar em obesos é a diabetes mellitus do tipo 2, hoje nosso blog será focado na doença e em seus tratamentos.

Segundo dados do Ministério da Saúde, o diabetes afeta cerca de 250 milhões de pessoas no mundo. Só no Brasil, a Sociedade Brasileira de Diabetes afirmou que, em 2019, mais de 13 milhões de pessoas viviam com a doença, sendo esse um número com potencial de crescimento. O dado é assustador, uma vez que as doenças crônicas não transmissíveis (como diabetes), são responsáveis por mais de setenta por cento das mortes.

Sabe-se também que atualmente o diabetes está cada vez mais presente em crianças e adolescentes em todo o mundo. No Brasil, o número de crianças e adolescentes com Diabetes Mellitus do tipo 2, principalmente na faixa compreendida entre os 8 e os 18 anos, tem crescido muito, por conta do aumento da prevalência da obesidade e do sedentarismo nessa faixa etária. De acordo com dadosda American Diabetes Association (ADA), há 50 anos o diabetes tipo 2 representava menos de 3% de todos os novos casos diagnosticados entre crianças e adolescentes. Hoje ele é responsável por até 30% dos casos registrados. No grupo dos adolescentes, segundo um estudo publicado no Journal of Pediatrics, a incidência do tipo 2 ultrapassa os 45% dos novos casos de diabetes.

O aumento no número de crianças com diabetes, principalmente do tipo 2, pode ser uma consequência direta dos maiores índices de obesidade, bem como do sedentarismo e do estresse desenvolvidos ainda na infância. O aumento no número de casos de diabetes na infância e na adolescência também é um reflexo da epidemia mundial de obesidade, decorrente do consumo excessivo de alimentos industrializados e pouco saudáveis, e também do aumento do sedentarismo dos jovens, muitas vezes associado ao aumento do uso de ferramentas tecnológicas.

O Dia Mundial do Diabetes foi uma data escolhida pela Federação Internacional de Diabetes (IDF) e pela Organização Mundial de Saúde (OMS) para reforçar a conscientização a respeito da doença, principalmente para evidenciar a importância da prevenção e oferecer alternativas para as dificuldades enfrentadas pelos pacientes.

O que é?

O Diabetes Mellitus é uma doença crônica provocada pela falta ou incapacidade de utilizar a insulina adequadamente. A insulina, hormônio produzido pelo pâncreas, é responsável por controlar a quantidade de glicose no nosso sangue ou, em outras palavras, os níveis de açúcar.

Quais são os tipos?

Apesar de ter a mesma essência, existem algumas particularidades que dividem o diabetes em mais de um tipo. De acordo com o ministério da saúde, esses são os principais:

  • Tipo 1: O próprio sistema imunológico da pessoa ataca e destrói as células produtoras de insulina. Ocorre em cerca de 5 a 10% das pessoas com diabetes, sendo mais frequente em jovens e crianças. Por esse motivo, o diagnóstico costuma ser feito na infância e adolescência.
  • Tipo 2: Resulta da resistência à insulina. Ou seja, o corpo não produz uma quantidade suficiente do hormônio ou existe uma incapacidade de absorção das células musculares e adiposas. Esse tipo ocorre em cerca de 90% das pessoas com diabetes, sendo mais comum em adultos ou em pessoas acima do peso, sedentárias, sem hábitos saudáveis de alimentação.
  • Diabetes Gestacional: Decorrente das mudanças hormonais, a ação da insulina pode ser reduzida durante a gestação. O pâncreas, consequentemente, aumenta a produção de insulina para compensar. Essa é uma condição que pode ou não persistir após o parto.
  • Pré-diabetes: Condição caracterizada pelo nível de açúcar no sangue acima do normal, mas não o suficiente para ser diagnosticado como diabetes. Serve de alerta, pois indica um risco grande da doença se desenvolver.

Qual o risco da doença?

A glicose é obtida por meio dos alimentos que ingerimos todos os dias. Eles são a nossa principal fonte de energia. O corpo precisa da insulina para conseguir metabolizar a glicose adquirida nesse processo, quando uma pessoa tem diabetes, ela não consegue utilizar a glicose adequadamente, provocando um déficit na metabolização desse carboidrato. Esses casos são caracterizados por hiperglicemia (altas taxas de açúcar no sangue) de forma permanente, condição que pode provocar danos em órgãos, vasos sanguíneos e nervos do paciente.

Como identificar?

Qualquer um pode ter diabetes, mas é importante analisar alguns fatores de risco para o desenvolvimento da doença, como:

  • presença de pessoas com diabetes na família
  • comportamentos sedentários
  • obesidade
  • hipertensão arterial
  • idade acima de 45 anos.

Além disso, alguns sintomas podem indicar a presença da doença. São eles:

  • fome frequente
  • sede intensa
  • desânimo
  • fraqueza
  • sonolência
  • tontura
  • perda de peso
  • urina em excesso
  • dificuldade na cicatrização de feridas e infecções frequentes.

É importante lembrar que, para cada tipo do diabetes, os sintomas podem variar. Portanto, nada substitui uma avaliação médica. Um simples exame de sangue pode revelar se você tem ou não.

Como tratar? Existe cura?

O diabetes não tem cura. O que pode acontecer é que a pessoa passe a apresentar, durante ou depois de um tratamento, níveis controlados de açúcar no seu sangue, que podem até serem níveis normais. Depois de diagnosticada, o tratamento do diabetes poderá ser feito tanto com insulina quanto com a medicação oral. Segundo o Ministério da Saúde, a insulina costuma ser usada para tratar o diabetes do tipo 1, embora sirva para alguns casos de tipo 2, como quando o pâncreas começa a não produzir mais o hormônio em quantidade suficiente.

Já a medicação oral é usada no tratamento de diabetes tipo 2 e, dependendo do princípio ativo, tem o papel de diminuir a resistência à insulina ou de estimular o pâncreas a produzir mais desse hormônio.

Ainda segundo o Ministério da Saúde, algumas complicações podem surgir se o diabetes não for tratado de forma adequada. São elas: problemas neurológicos, na visão, nos rins, nos pés e nas pernas, além de infarto do miocárdio e acidente vascular cerebral. Se o paciente já estiver com diagnóstico de complicação crônica, há tratamentos específicos para ajudar na qualidade de vida. 

A alimentação é uma aliada importante no controle e prevenção de diversas doenças, entre elas o diabetes, alimentos in natura e minimamente processados, evitam o consumo de ultraprocessados que são ricos em gorduras, sal, açúcar e aditivos químicos. Além disso, a prática de atividade física ajuda a controlar a glicemia, manter o peso saudável e controlar o estresse, fatores que também contribuem para a evolução da doença. Ter uma vida fisicamente ativa e uma alimentação saudável é fundamental, tanto para prevenir quanto para controlar o diabetes.

Cirurgia Bariátrica e Libido

Postado por master em 08/nov/2021 - Sem Comentários

Dentre os diversos fatores da cirurgia bariátrica que mudam após o procedimento, a vida sexual do paciente também costuma passar por uma grande mudança, e esse será o assunto do nosso Blog de hoje.

Após realizar a cirurgia, o paciente terá sua vida social impactada principalmente por 2 motivos, o primeiro é hormonal e o segundo de auto estima.

Em relação ao fator hormonal, diversos fatores influenciam a pessoa obesa a ter queda na sua libido. A baixa autoestima e o desequilíbrio dos hormônios são os principais motivos para a queda do desejo sexual em obesos (além do efeito colateral de alguns medicamentos). Pessoas obesas costumam produzir leptina em excesso, essa substância exerce ação direta nas células do testículo, local onde é produzida a testosterona (hormônio responsável pela libido tanto em homens quanto em mulheres), se o hormônio estiver em quantia alta, desequilibra a testosterona, afetando o desejo. Além disso, também para homens, existe uma enzima chamada aromatase responsável por transformar testosterona em estradiol (hormônio feminino), homens obesos possuem essa enzima em maior quantidade, comprometendo a sexualidade de todo o organismo.

Para as mulheres, a obesidade traz níveis reduzidos de estrogênio, diminuindo a libido e podendo afetar outros fatores como o tamanho das mamas, ciclo menstrual e aumento da TPM. Além disso, a resistência à insulina, que pode causar a síndrome dos ovários policísticos (SOP), condição que leva à infertilidade. Ao emagrecer, o paciente passa a ter um metabolismo mais saudável, não passando por todos esses problemas citados.

Em relação à autoestima, diversos fatores alteram também a libido. A alteração da autoestima interfere na produção hormonal e também no estilo de vida da pessoa. Normalmente ao emagrecer, o paciente passa a se alimentar bem e também realizar atividades físicas, fazendo diferença para o corpo e também para o emocional, estimulando o aumento da libido. Quando o paciente se sente mais seguro em relação ao seu próprio corpo, naturalmente a vontade de fazer sexo aumenta.

Além disso, os pacientes apresentam menos limitações relacionadas à saúde durante o sexo, o que contribui para o aumento do desejo sexual.

Após a cirurgia, a libido da paciente irá aumentar?

Não necessariamente, cada caso é um caso. Os fatores hormonais e de autoestima influenciam positivamente, porém em alguns casos acontece de a autoestima da paciente piorar devido ao emagrecimento rápido e ocorrência de sobras de pele.

Porém no caso de uma alteração negativa na libido, o que fazer? É interessante a mulher procurar um ginecologista e o homem, um urologista para investigar. Um psicólogo ou psiquiatra também pode ser uma opção.

Entre as mulheres é deve ser levado em consideração trocar o anticoncepcional (normal depois de uma bariátrica), uma vez que o uso ou não de método hormonal é diretamente ligado à questão da libido.

Porém a conclusão é que o mais comum é a bariátrica resultar em uma melhora da libido, principalmente pela elevação da autoestima e pelo controle de comorbidades, mas é importante lembrar que cada pessoa reage de uma forma. Fatores hormonais, físicos e psicológicos podem gerar o efeito contrário e acabar acarretando na diminuição da libido.

Foi apresentado um estudo na Obesity Week, encontro anual realizado pela American Society for Metabolic and Bariatric Surgery (Sociedade Americana para Cirurgias Metabólicas e Bariátricas, na tradução literal) e pela The Obesity Society (Sociedade da Obesidade, também em tradução literal) sobre a alteração trazida na vida sexual do paciente.

Para realizar a pesquisa, duas mil pessoas foram abordadas sobre suas vidas sexuais depois de cinco anos de cirurgia bariátrica. Um ano depois do procedimento, os pacientes demonstraram mais apetite e desejo sexual e mais satisfação com suas performances, além de menos limitações relacionadas à saúde durante o sexo.

O estudo revelou, ainda, que depois de cinco anos pós-cirurgia, 52% das mulheres e 58% dos homens mantém relações sexuais muito mais satisfatórias do que 31% e 28% daqueles que ainda não realizaram o procedimento, respectivamente.

Dia nacional de prevenção à obesidade

Postado por master em 11/out/2021 - Sem Comentários

Hoje é um dia muito importante para falarmos sobre prevenção. Por aqui sempre falamos sobre alimentação saudável, atividades físicas e um estilo de vida saudável, justamente porque acreditamos que a prevenção é o melhor caminho para não se chegar a obesidade e é sobre isso que vamos falar hoje.

Obesidade no Mundo
A Organização Mundial de Saúde afirma: a obesidade é um dos mais graves problemas de saúde que temos para enfrentar. Os dados são alarmantes. Em 2025, a estimativa é de que 2,3 bilhões de adultos ao redor do mundo estejam acima do peso, sendo 700 milhões de indivíduos com obesidade (IMC acima de 30).

Aqui no Brasil, essa doença crônica aumentou 72% nos últimos treze anos, saindo de 11,8% em 2006 para 20,3% em 2019. Já em relação à obesidade infantil, o Ministério da Saúde e a Organização Panamericana da Saúde apontam que 12,9% das crianças brasileiras entre 5 e 9 anos de idade têm obesidade, assim como 7% dos adolescentes na faixa etária de 12 a 17 anos.

Esse é um cenário muito preocupante, porque a tendência é essa prevalência aumentar ainda mais no decorrer da vida por uma série de fatores. Na faixa etária dos 18 aos 24 anos, encontramos 33,7% de pessoas sobrepeso. Na faixa entre 40 e 59 anos, a prevalência vai de vez para as alturas: 70,3% dos indivíduos nessa idade estão com excesso de peso, isto é, a esmagadora maioria.

Na média geral, segundo a PNS 2019, 29,5% das mulheres têm obesidade — praticamente uma em cada três — contra 21,8 dos homens. O sobrepeso, por sua vez, foi encontrado em 62,6% delas e em 57,5% deles.

Vamos falar sobre alguns sinais e sintomas da obesidade?
O excesso de gordura tem efeitos negativos sobre todo o corpo, veja alguns deles:

  • Falta de ar e dificuldades respiratórias
  • Dores no corpo
  • Dificuldade para fazer esforços ou caminhadas
  • Dermatites e infecções fúngicas
  • Manchas escuras na pele
  • Impotência e infertilidade
  • Roncos noturnos e apneia do sono
  • Maior tendência a varizes e úlceras venosas
  • Ansiedade e depressão

Tratamento da obesidade
Existem diversos meios de tratar a obesidade e o sobrepeso mas é importante ressaltar que como a obesidade é multifatorial, quanto mais fatores você ataca, mais efetivo vai ser esse tratamento.

Além disso, não são todos os tratamentos que são para todos. Dependendo do grau e tempo de doença de obesidade de cada paciente ele poderá optar por tratamentos mais agressivos, desde um programa envolvendo medicações até uma cirurgia bariátrica.

Prevenção e Tratamento
Alguns hábitos estão ao alcance de todos e quanto antes você mudar seus hábitos, mais rápido você vai viver de forma saudável. São eles:

  • Pratique de atividades físicas
    Já pensou em encontrar atividades que você gosta e sinta prazer, pra começar a praticar de forma regular?  Bike, dança, natação, futebol, vale tudo. Procure o que você gosta, busque uma orientação profissional e comece o quanto antes.
  • Tenha uma alimentação balanceada
    Como anda sua alimentação? Acha que exagera nos doces, nos alimentos gordurosos, pula refeições e sempre substitui por lanche? Talvez esteja na hora de repensar isso. Coma comida de verdade, não precisa ser chato ou sem gosto. Comer bem é prazeroso e ainda contribui para uma boa saúde. Procure acompanhamento nutricional.
  • Tenha um sono de qualidade 
  • Procure ajuda psicológica
    É importante entender quais os gatilhos que podem te levar a comer mais ou não conseguir emagrecer. A mente tem que trabalhar a seu favor, pra isso é importante contar com ajuda de um profissional.
  • Se necessário, realize acompanhamento médico
    Pode ser que você tenha tentado emagrecer diversas vezes mas sem sucesso. Se isso aconteceu com você talvez seja o momento de buscar ajuda médica e ver qual o melhor tipo de tratamento pra você.

Saiba mais sobre como funciona o passo a passo da Cirurgia Bariátrica conosco clicando aqui.

Como o Plasma de Argônio pode ajudar pacientes que reganharam peso?

Postado por master em 02/ago/2021 - Sem Comentários

O Plasma de argônio é um dos procedimentos mais procurados na Suzanclin e percebemos que grande parte dos nossos pacientes ou não sabe do que se trata ou não entende exatamente a quem se aplica esse procedimento. Por isso hoje vamos te falar o que é e para quem é este procedimento.

O que é Plasma de Argônio?
 A ablação com plasma de argônio é um procedimento feito por endoscopia e indicado para pacientes que realizaram a cirurgia bariátrica (pelo método Bypass) e reganharam 10% ou mais do peso mínimo atingido após a cirurgia. O procedimento demora de 10 a 15 minutos e nele o argônio é utilizado para diminuir a anastomose do paciente, promovendo uma maior perda de peso no mesmo. O procedimento costuma ser realizado em 2 sessões, podendo chegar a mais sessões (com 60 dias entre uma e outra). O argônio é um gás ionizável que, quando submetido a uma faísca gera o plasma, que possui as propriedades coagulantes que vão modificar a anastomose e auxiliar a perda de peso do paciente.

anastomose

Anastomose

Quando o paciente realizou a cirurgia pelo método by-pass, o médico teve que criar uma anastomose (junção do estômago com o intestino do paciente). Dependendo do tamanho dessa anastomose o paciente poderá perder/ganhar mais peso. Trazendo uma analogia mais simples, a anastomose seria como se fosse uma boca. No caso dela estar muito fechada, o paciente corre o risco de ter dificuldade na passagem de alimentos sólidos, no caso de ficar muito aberta o paciente sentirá mais fome e poderá comer mais e mais rápido. Portanto o ideal é atingir o meio termo.

 

E como o plasma de argônio entra nessa história? O plasma irá queimar a mucosa do estômago/intestino do paciente, e essa queimadura, quando cicatrizada, vai promover o efeito de diminuição da anastomose do paciente. Hoje o procedimento é recomendado a pacientes que possuem a anastomose maior que 15 milímetros (sendo que o ideal seria algo entre 11 e 12 milímetros).

Importante ressaltar que anastomoses muito pequenas também trazem transtornos ao paciente, seja pela cirurgia bariátrica ou pelo procedimento com o argônio, em casos que o médico diminui muito a anastomose do paciente ele pode ter uma estenose, que nada mais é que ele não conseguir ingerir sólidos, apenas líquidos. Esse é um dos motivos de o procedimento ter mais de 1 sessão. Nesses casos, o paciente poderá procurar o médico para realizar a dilatação dessa anastomose.

O procedimento é seguro?
Mas será que é seguro realizar o procedimento sendo que vão “fazer um machucado intencional no meu estômago”? Sim! Uma vez que a coagulação promovida no paciente é controlada, isso torna o procedimento seguro. Também é importante informar que para realizar esse procedimento o paciente também irá passar com a equipe multidisciplinar, portanto ele terá toda uma dieta e uma evolução com a psicóloga que vão auxiliá-lo no processo. A dieta, assim como na bariátrica, é muito importante visto há necessidade de cicatrização do estômago!

Esse procedimento ainda não é liberado na ANS, portanto os convênios não cobrem esse procedimento. Porém ele vem sendo estudado e é tido como muito promissor, uma vez que possui algumas vantagens:

  • Valor mais baixo que outros procedimentos similares;
  • Nível baixo de complicação;
  • Procedimento minimamente invasivo;
  • Sem necessidade de afastamento do emprego;
  • Procedimento ambulatorial;
  • Procedimento rápido.

Concluímos que o paciente de cirurgia bariátrica pode ganhar peso novamente por vários fatores, um deles é a dilatação da sua anastomose. Quando isso ocorrer, o procedimento mais efetivo e simples é a ablação com plasma de argônio. Na maior parte dos casos, o paciente consegue perder 80% a 100% do peso que reganhou, porém existem casos que o paciente chega a pesos inferiores ao que já tinha atingido com a bariátrica.

Gostaria de saber mais sobre Balão Intragástrico e Plasma de Argônio? Assista uma live que fizemos sobre o tema, aqui no nosso canal do youtube. Clique aqui.

Aqui na Suzanclin realizamos este procedimento.
Agende conosco sua avaliação para Plasma de Argônio.
(11) 4745-3600

Cirurgia Bariátrica em Adolescentes

Postado por master em 22/jun/2021 - Sem Comentários

Calcula-se que apenas no ano de 2017, mais de 100 mil cirurgias bariátricas foram realizadas no brasil, o que representa um crescimento de 50% em apenas 5 anos. Esse aumento foi impulsionado não só pelo aumento da ocorrência de obesidade, mas também pelo aumento da credibilidade na segurança e na efetividade de procedimentos bariátricos (e carência de outras alternativas comprovadamente eficazes). Dito isso, um tema amplamente debatido é a realização de cirurgias bariátricas em crianças e adolescentes. Na última edição do nosso blog  discutimos amplamente o aumento da ocorrência de obesidade na fase infantil e o quão preocupante é o aumento dessa estatística, mas é seguro realizar procedimentos cirúrgicos para o emagrecimento desses pacientes? É o meio mais indicado? Saiba mais nesse post.

A obesidade é uma doença com forte impacto psicossocial, e na população jovem esse impacto se torna ainda maior, visto que é comum crianças nessa situação sofrerem Bullying, depressão, queda no rendimento escolar, etc. Estima-se que 50% dos adolescentes que são obesos se tornarão adultos obesos, e alguns estudos mostram que mesmo durante a adolescência, diversos problemas de saúde já são comuns em obesos. Alguns desses problemas de saúde que podem ser citados são a hipertensão, diabetes, alterações no nível de humor, e às vezes na própria mobilidade do paciente.

Outro fator importante de ser ressaltado é que a obesidade é um problema global, atingindo tanto os países ricos quanto os emergentes. Nos EUA, por exemplo, a obesidade infantil triplicou desde 1980, atingindo 20% dos pacientes entre 12 e 19 anos. Além disso, 10% desses pacientes obesos sofrem grau extremo de obesidade (são estimados 4,5 milhões de crianças com obesidade grave). Já no Brasil, esse alto número mostrado na obesidade se torna preocupante, visto que grande parte desses adolescentes se tornarão adultos obesos, e eles terão mais chances de desenvolver alguma doença metabólica, problemas psiquiátricos, ansiedade, transtornos alimentares, alterações da percepção da imagem corporal.

Tratamento clínico

Diversos estudos demonstraram pouca efetividade nos métodos convencionais de controle da obesidade. De acordo com medidas comportamentais de pacientes tratados por até 12 meses, os pacientes têm uma queda de apenas 0,18 kg/m² no IMC e de 0,34 kg/m² em 24 meses. Já o paciente que fez dieta, exercícios e terapia simultâneos obteve uma diminuição de 1,54 kg/m². Portanto chegou-se à conclusão que a eficácia do tratamento conservador de obesidade na criança e no adolescente é desprezível para a imensa maioria dos pacientes que tendem a evoluir a doença para níveis progressivamente maiores.

 

Tratamento cirúrgico

Nos casos extremos, o tratamento clínico não é suficiente, e para evitar a piora da obesidade e possibilidade de desenvolver comorbidades, a cirurgia bariátrica se torna uma boa opção.

Sempre houve uma preocupação com relação a possíveis complicações e aos efeitos colaterais do tratamento, que possam trazer algum prejuízo nutricional ou atraso no desenvolvimento desse adolescente, devido a isso, a indicação desse tipo de tratamento foi vista com ressalva por pediatras e endocrinologistas que cuidam desses pacientes.

Por mais que, segundo a OMS o adolescente possua entre 10 e 19 anos de idade, existe um limite inferior para realização do procedimento de 16 anos de idade estabelecido em 2005 com uma cuidadosa análise de custo-benefício.

Para realização da cirurgia bariátrica em adolescentes, existem algumas condições:

  • Pleno entendimento do adolescente e dos responsáveis sobre a importância do acompanhamento da equipe multidisciplinar a longo prazo, realização de exames periódicos e de suplementação ao longo de toda vida;
  • Concordância da equipe multidisciplinar;
  • IMC maior ou igual a 35 kg/m² associado a comorbidades (ou IMC maior que 40 kg/m²).

Importante ressaltar que retardar o tratamento de uma doença tão grave nesse período é negar o direito à dignidade e à vida. Cabe ao indivíduo a escolha entre uma vida com uma doença extremamente limitante e agressiva à saúde física e mental ou uma série de procedimentos cirúrgicos capazes de amenizar o sofrimento e propiciar um retorno ao convívio social e uma vida “normal”.

Para mais informações sobre a cirurgia bariátrica aqui na Suzanclin, clique aqui.

Obesidade Infantil

Postado por master em 07/jun/2021 - Sem Comentários

Um assunto que costumamos falar bastante é a obesidade, porém hoje resolvemos  falar sobre a obesidade infantil. Mas o que é a obesidade infantil? Que idade ela abrange? Quais seus maiores malefícios? Como tratar? 

Foram publicados dados da Organização Pan-Americana de Saúde dizendo que os inquéritos populacionais têm registrado um alarmante aumento na incidência de obesidade no Brasil nas últimas três décadas. O documento mostra que, entre 1975 e 1997, a prevalência da obesidade no Brasil aumentou de 8 para 13% em mulheres; de 3 para 7% em homens; e de 3 para 15% em crianças.

Além disso, em 2018, uma a cada 3 crianças de 5 a 9 anos estão acima do peso. A OMS fez também estudos em parceria com a Imperial College de Londres que mostrava que em 2022 vão existir mais crianças obesas do que abaixo do peso.

Com o passar dos anos, o número de crianças obesas tem aumentado, fazendo a saúde pública reconhecer a obesidade infantil como um grave problema, como uma epidemia, isso porque a obesidade está relacionada a diversas doenças crônicas, como diabetes, hipertensão, doenças cardíacas e má formação do esqueleto. Além disso, pode gerar dificuldades para executar atividades e brincadeiras comuns da infância. 

O que é a obesidade infantil?
A obesidade infantil é caracterizada por um excesso de gordura corporal em crianças de até 12 anos, sendo considerado sobrepeso quando o peso da criança está, no mínimo, 15% acima do
peso de referência para a sua idade. O diagnóstico também pode realizado através do IMC. A obesidade infantil traz diversos malefícios, seja por diferente nível de maturidade do paciente para tratar a obesidade, tendências de evoluir para uma obesidade mórbida futuramente, ou até por limitações causadas pela doença. 

Já sabemos também que a obesidade (infantil ou não) vem aumentando, e em edições anteriores do Blog pudemos perceber que esse dado está associado majoritariamente com a alimentação (alimentos processados ricos em gordura e açúcares) e na rotina do ser humano (mais horas de trabalho e tela de computadores e celulares e menos tempo praticando exercícios físicos), porém será que as causas de aumento de peso infantil são as mesmas em adultos?

Esse é um fator extremamente importante para entendimento da obesidade infantil, diferente de adultos, não é a criança que costuma fazer as compras de casa e escolher os afazeres do seu dia. Portanto, a rotina alimentar e de exercícios da criança tem muita influência da rotina dos seus pais (ou do responsável pela criança). Além de ele comprar os alimentos e levar o filho para praticar atividades, ele é o espelho do filho, portanto as atitudes da criança são baseadas nas atitudes dos pais, portanto em uma família de praticantes de atividade física, a tendência é que o filho também goste de praticar atividades. É responsabilidade dos pais, inclusive, perceber um aumento de peso no filho e procurar entender se ele está saudável.
Abaixo listamos os maiores riscos da obesidade infantil:

  • Obesidade mórbida (quando adulto)
  • Doenças respiratórias (asma e apneia)
  • Doenças ortopédicas
  • Dores nas articulações
  • Disfunções do fígado (em função do acúmulo de gordura)
  • Colesterol alto
  • Diabetes
  • Hipertensão arterial
  • Complicações metabólicas
  • Acne
  • Assaduras e dermatites
  • Enxaqueca

Além disso, existem também alguns riscos de cunho social e emocional inclusos:

  • Depressão
  • Isolamento social
  • Solidão 
  • Bullying
  • Disfunções alimentares
  • Baixa autoestima 

Sabendo agora de todos os malefícios que podem ser causados para a criança, quais são os fatores que levam essa criança ao estado de obesidade? 

  • Alimentação – A má alimentação de crianças pode levar à obesidade, esse fator se agravou nas últimas décadas, visto que a modificação nos hábitos alimentares  aumentou a quantidade de alimentos industrializados e hipercalóricos na casa das pessoas.
  • Sedentarismo – A atividade física vai ser responsável por gastar as calorias da criança e criar toda uma consciência corporal e hábito que vai levar para a vida adulta. Nas últimas décadas foi observado uma drástica mudança nos hábitos relacionados a exercícios físicos nas crianças. A criança que praticava atividades físicas brincando na rua com os amigos hoje fica em casa assistindo algo em seu tablet (o que a influencia a comer mais).
  • Falta de sono – Assim como nos adultos, o sono é extremamente importante para diversos fatores relacionados à saúde da criança. Dos fatores que auxiliam no aumento do peso das crianças pode ser citado mais tempo acordado (consequentemente mais tempo que a criança pode comer) e também o aumento da razão de grelina/leptina (causados pelo encurtamento do sono), que geram o aumento do apetite da criança.
  • Ansiedade/Depressão – Qualquer problema de saúde mental da criança pode acarretar no aumento de peso (até mesmo o tédio pode acarretar), pois esses problemas alteram o comportamento dela. Podem ser desenvolvidas compulsões alimentares, perda de vontade de praticar atividades, problemas com o sono, entre outros. 
  • Fatores genéticos e hormonais – Existem também os fatores genéticos da criança, filhos de adultos obesos tem uma predisposição maior de ser obesos. Até o fato de a criança nascer de parto normal ou não influencia na tendência dela desenvolver obesidade (crianças que nascem de cesárea tem uma alteração na flora intestinal, tendo maior incidência de uma bactéria no intestino, comum em pessoas obesas). É importante ressaltar também que os casos de obesidade infantil por doenças endócrinas e metabólicas está abaixo de 10% dos casos totais de obesidade.

Agora, ao saber dos fatores que causam a obesidade infantil, fica um pouco mais fácil saber como prevenir e tratar a doença, certo? Sobre o tratamento, é bem incomum a realização da cirurgia bariátrica em crianças, uma vez que ela está em fase de crescimento e desenvolvimento, portanto o tratamento começa com a procura de um médico para entender a gravidade do caso e como será combatido. Na grande maioria dos casos é recomendado o acompanhamento de uma nutricionista e prática de atividades físicas, além da diminuição do “tempo de tela” da criança. 

Não podemos esquecer que estamos falando de uma criança, portanto não é fácil tratar a obesidade de uma criança como a sua própria, para a criança respeitar a dieta e os exercícios ela deve ser “convencida”. Portanto o ideal é não deixar a criança chegar em um estado grave de obesidade, para isso separamos algumas atitudes que vão prevenir a criança de ser obesa

  • Alimentação da criança apenas com leite materno durante os primeiros 6 meses (a criança deve ser amamentada durante os primeiros 2 anos)
  • Alimentação equilibrada (não só da criança, mas da família inteira) aumentando o consumo de legumes, verduras e alimentos com baixo número de calorias e diminuindo a quantidade de alimentos hipercalóricos. 
  • Incentivo à pratica de atividade física, seja brincando na rua com amigos, em casa com os pais ou no colégio. O importante é incentivar a criança a praticar alguma atividade física.
  • Controle do tempo de tela da criança (além de muito tempo de tela incentivar uma vida sedentária, a criança acaba vendo diversas propagandas de fast food e similares na TV e celular).
  • Cuidado com medicamentos (Importante ressaltar que a criança só deverá usar remédios para auxiliar a perda de peso com a indicação de um médico, o tratamento de crianças e adolescentes costuma exigir uso de remédios apenas quando ele tem alguma doença que demande o uso desse remédio). 
  • A criança deverá descansar bem, dormindo de 10 a 13 horas por noite (crianças de 3 a 5 anos) ou de 9 a 12 horas (crianças de 6 a 12 anos).
  • Por último e MAIS importante: Dê o exemplo! A criança replica o que vê em casa, se a família não pratica atividades, não se alimenta bem e costuma ir dormir muito tarde, provavelmente a criança vai trilhar o mesmo caminho.

Grande parte dos pacientes obesos mórbidos já foram obesos quando crianças, portanto o melhor momento para tratar essa obesidade não é quando já se tornou um adulto, e sim quando criança, pois essa pessoa se tornará um adulto com os hábitos muito mais saudáveis. 

Agende a consulta do seu filho na Suzanclin Baby, temos uma equipe que pode te ajudar.

Hipertensão x Obesidade

Postado por master em 17/maio/2021 - Sem Comentários

A hipertensão (também conhecida como pressão alta) é uma doença grave que vem aumentando progressivamente no Brasil e no mundo, sendo que hoje a hipertensão afeta 32,5% dos adultos do Brasil. Ela ataca os vasos sanguíneos do paciente, impactando o coração, cérebro, entre outros. Hoje é dia 17/05, esse dia serve para promover a conscientização sobre a doença, que costuma evoluir de forma silenciosa e é o principal fator de risco para problemas cardiovasculares graves. Devido a isso trouxemos no Blog para vocês alguns dados sobre a doença.

O que é a Hipertensão?

Na teoria, a hipertensão é uma doença cardiovascular crônica e é diagnosticada nas pessoas que apresentam, constantemente, a pressão arterial igual ou superior a 140 x 90 mmHg, conhecida popularmente por 14 por 9 (esses números representam a pressão sanguínea durante a sístole e a diástole dos batimentos do paciente, sendo que o primeiro número é referente à sístole e a segunda à diástole). A pressão de uma pessoa saudável é próxima de 12 por 8, sendo que esses números podem variar em função da idade do paciente. Importante ressaltar que existem 3 estágios da hipertensão, estágio 1 (pressão acima de 14/9 e abaixo de 16/10), estágio 2 (pressão acima de 16/10 e abaixo de 18/11) e o estágio 3 (pressão acima de 18/11). A hipertensão arterial sistêmica é uma das mais importantes causas evitáveis de morte prematura. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), existem cerca de 800 milhões de pessoas com pressão arterial elevada em todo o mundo, causando mais de 7 milhões de mortes por ano.

Quais os fatores que influenciam uma pessoa a ser ou não hipertensa?

A pressão alta, assim como a obesidade, é multifatorial. Portanto ela depende de diversos fatores. Em 90% dos casos a hipertensão é herdade geneticamente, porém existem outros fatores que aumentam a pressão, sendo eles:

  • Consumo excessivo de bebidas alcoólicas
  • Tabagismo
  • Sobrepeso ou obesidade
  • Idade avançada
  • Ingestão excessiva de sal
  • Sedentarismo

Por mais que todos os fatores acima sejam importantes, hoje focaremos mais na influência da obesidade na hipertensão.

Qual a influência da obesidade na hipertensão?
Foi publicado um estudo pela instituição norte-americana National Institute of Diabetes and Digestive and Kidney Diseases que dizia que a prevalência da hipertensão arterial sistêmica cresce de acordo com o aumento do Índice de Massa Corpórea (IMC), cálculo utilizado para aferir se o peso de um indivíduo está dentro de limites saudáveis.

De acordo com esse estudo, a prevalência de hipertensão em pessoas adultas com IMC entre 18,5 e 24,9 chega a 17,5%. Já entre os indivíduos com IMC entre 25 e 29,9 (sobrepeso), o percentual de hipertensos sobe para 23,9% e, entre obesos (IMC de 30 de 34,9%), chega a 35,3%.

Um dado importante observado na 7ª Diretriz Brasileira de Hipertensão Arterial (2016) mostra que para cada 5 % de perda ponderal do peso corporal, há 20 a 30 % de diminuição da pressão arterial. Mostrando mais ainda a influência da obesidade na hipertensão.

Essa influência da obesidade na hipertensão se deve, não só ao próprio metabolismo do paciente, mas às práticas que ele costuma ter no dia a dia (alimentação não saudável, sedentarismo, etc). Fatores como esse são importantes para identificar inclusive que a pressão alta na sociedade como um todo pode continuar aumentando devido aos novos hábitos adquiridos pelo ser humano: alimentação em “fast foods” para agilizar o dia, cada vez mais pessoas trabalhando sentadas em frente do computador grande parte do dia, etc.

Ok, já sei o que é a hipertensão, mas como eu sei se tenho ou não hipertensão?

A hipertensão é bem silenciosa, portanto, quando é possível identificar os sintomas dela, provavelmente o paciente já possui a pressão bem alta, ou teve um aumento abrupto recente, os sintomas são:

  • Dores no peito e na cabeça
  • Tonturas
  • Zumbido no ouvido
  • Fraqueza
  • Visão embaçada
  • Sangramento nasal
  • Visão borrada

Porém como dito, a doença é silenciosa, é necessário estar sempre acompanhando um médico e fazendo exames para identificação da doença. Principalmente em idades mais avançadas (visto que quando mais alta a idade do paciente, maior a média de casos de hipertensão).

Qual o risco de ser hipertenso?
A elevação da pressão arterial compromete principalmente o coração, cérebro, rins e grandes vasos arteriais, podendo causar doenças graves, como o infarto agudo do miocárdio, insuficiência cardíaca, derrames cerebrais, insuficiência renal e aneurisma de aorta.

Como tratar a minha hipertensão?
O tratamento da hipertensão vai incluir uma série de mudanças no comportamento do paciente, entre eles podem ser citados:

  • Reeducação alimentar
  • Prática regular de atividades físicas
  • Perda do excesso de peso
  • Parar de fumar
  • Redução da ingestão de bebidas alcoólicas, entre outras.

Além disso, é possível também introduzir medicamentos anti-hipertensivos, sempre com recomendação médica.
Agende sua consulta e cuide da sua saúde.

 

As desvantagens da obesidade para sua vida financeira

Postado por master em 03/maio/2021 - Sem Comentários

Segundo a OMS, em 2014, 1,9 bilhão de pessoas apresentava excesso de peso, e dessas, 600 milhões eram consideradas obesas. Além disso, estima-se que em 2030, 38% da população global será sobrepeso e 20% será obesa. Sabemos também que a obesidade hoje representa um dos principais desafios para a saúde pública global, devido principalmente ao pacote de comorbidades que ela traz junto a ela, porém, dessa vez iremos olhar a obesidade com outro olhar, com o olhar econômico.

Para saber a influência econômica que a obesidade traz, deve-se olhar com o panorama do indivíduo e da sociedade, portanto a diferença econômica causada diretamente na pessoa e também a repercussão que uma média alta de obesidade pode trazer para um país ou no planeta.

Nessas 2 situações, a obesidade vai afetar a economia de 2 formas:

  • Custo direto do tratamento da obesidade (tanto o indivíduo tem um gasto sobressalente para tratá-la, quanto o governo oferecendo a assistência necessária para a população obesa)
  • Custo indireto do tratamento da obesidade (o indivíduo, no geral, perde produtividade, o que influencia tanto sua vida quanto a economia da sua cidade, estado e país)

Vamos agora explicar as duas situações acima, no primeiro caso (gastos diretos) é fácil compreender o ônus financeiro pois o indivíduo tem uma despesa para tratar a obesidade. Muitas vezes essa pessoa vai aderir a programas de emagrecimento, ir ao médico com mais frequência, algumas vezes ter que comprar remédios, entre outros. Caso essa pessoa não estivesse nessa situação, não gastaria ou gastaria menos com esses fatores.

Já no caso dos gastos indiretos, olharemos com 4 perspectivas diferentes para entender:

  • Presenteísmo (custo da produtividade reduzida, a pessoa não trabalha em plena capacidade ao comparar a mesma pessoa em uma situação sem a obesidade);
  • Absenteísmo (custo dos dias de trabalho perdidos para o tratamento da obesidade, tanto pela ótica de uma empresa quando o da pessoa que trabalha nela, dias de trabalho perdido impactam a empresa financeiramente e o seu colaborador com o acúmulo de tarefas e custos de deslocamento para esse tratamento da obesidade);
  • Deficiência (custo referente ao tempo fora do mercado devido à obesidade, seja por questões físicas, mentais ou por incapacidade de preencher alguma demanda de mercado);
  • Mortalidade (A obesidade, em geral, leva os indivíduos a ter uma morte prematura em relação a pessoas sem a mesma, esse com certeza é o maior custo que a obesidade pode trazer).

Os gastos que a obesidade traz, aumentam em função do aumento do IMC de um indivíduo, assim como a probabilidade de desenvolver diversas comorbidades, desde problemas articulares e dores até doenças mais sérias como a diabetes, hipertensão e câncer.

Estudos comprovam que pessoas obesas tem aproximadamente 30% a mais de custos com a saúde se comparadas a pessoas com o peso adequado. Estudos dinamarqueses mostram também que, a partir do IMC 30, cada 1 kg/m² acrescido traz uma diminuição média de 2% na renda e aumento de 4% nos gastos com saúde de uma pessoa obesa.

Conclui-se, portanto, que a obesidade, além de trazer complicações para a saúde, ao longo tempo se torna muito impactante também na vida financeira das pessoas. Se estiver passando por um caso de obesidade e esteja com dificuldade de sair dele, procure ajuda. Sua vida com certeza vai melhorar muito depois disso.

Fonte: Livro “Cirurgia Bariátrica e Metabólica – Abordagem Multiprofissional”, Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica (SBCBM).

Covid-19 e Obesidade

Postado por master em 19/abr/2021 - Sem Comentários

Hoje a maior preocupação global ainda vem sendo o coronavírus, e visto que além de uma das condições citadas como grupo de risco ser a obesidade, estamos passando também por uma fase bem delicada da pandemia, hoje decidimos explicar um pouco melhor para vocês a relação entre a obesidade e coronavírus.

Alguns estudos foram feitos em relação à influência da obesidade em pacientes infectados com Covid-19 e em uma pesquisa do Obesity Reviews, com dados coletados nos Estados Unidos durante o primeiro semestre da pandemia, mostraram que a obesidade aumenta em 113% o risco de internação em casos de Covid-19. Foi publicado também um estudo mais recente pela Federação Mundial de Obesidade, que mostra que o risco de morte por Covid-19 em países onde o excesso de peso atinge a maioria da população é dez vezes maior. Hoje, quatro de cada dez brasileiros apresentam esse diagnóstico e 26,8% da população apresenta obesidade.

Existem outros estudos mostrando que o vírus acaba trazendo mais complicações para pessoas obesas. Mas por que isso acontece?

O Perigo do agravamento da Doença

Primeiramente, é importante ressaltar que os estudos não encontraram evidências de que pessoas com obesidade tem risco mais alto de contaminação mas na realidade o risco é de agravamento da doença, de acordo com os estudos.

Uma possível explicação para os casos serem agravados em pacientes obesos seria o fato de pessoas obesas viverem em estado inflamatório crônico de baixa intensidade (o tecido gorduroso produz substâncias inflamatórias continuamente). Portanto quando o paciente é infectado pelo Covid-19, seu corpo demora um pouco para dar a resposta inicial ao vírus (como se o corpo ficasse confuso em relação ao que está o atacando), diferente nos casos de pessoas não obesas, onde o corpo consegue identificar o “intruso” e começar a combater imediatamente da maneira mais efetiva. Além disso, quando o corpo detecta o vírus, ele acaba “dividindo forças” devido à quantidade de inflamações, não sendo tão efetivo quanto poderia no combate ao vírus.

Outro fator que atrapalha a pessoa obesa é o fato de que normalmente essa pessoa não realiza atividades físicas rotineiramente  e também costuma não se alimentar de forma saudável. Se alimentar bem e praticar atividades físicas é essencial para manter o sistema imunológico alto e, consequentemente, permitir que seu corpo seja o mais eficiente possível em não se contaminar e em combater melhor o vírus. Para finalizar o pacote, todos estão descontando o estresse acumulado na quarentena em algo, e diversas pessoas estão descontando na comida. Se não bastasse o coronavírus apresentar mais risco em pessoas obesas, a população está engordando devido à pandemia (principalmente pessoas já acima do peso ideal).

Independente da diferença do desdobramento da covid em obesos ou não, é uma doença extremamente séria e que precisa de todos os cuidados para se prevenir.

Protocolos de segurança:

  • Mantenha distância de no mínimo 1 metro
  • Lave frequentemente as mãos. Utilize água e sabão, ou uma solução à base de álcool.
  • Mantenha uma distância segura de qualquer pessoa que estiver a espirrar ou tossir.
  • Use máscara sempre que o distanciamento físico não for possível.
  • Não toque nos olhos, no nariz ou na boca.
  • Cubra o nariz e a boca com o cotovelo fletido ou um lenço quando tossir ou espirrar.
  • Se você se sentir doente, fique em casa.
  • Se tiver febre, tosse e dificuldade respiratória, procure assistência médica.
  • E para os que podem, fiquem em casa!

Medidas para se prevenir contra a obesidade

Por último, o coronavírus não foi a única infecção viral respiratória que pacientes obesos apresentaram resultados piores que pacientes sem obesidade, dados das últimas décadas sobre a MERS (síndrome respiratória do Médio Oriente) e a H1N1. Isso nos mostra que, independente da doença ou epidemia que possa vir no futuro, ser uma pessoa obesa faz com que na maioria dos casos de doenças o paciente tenha um desempenho pior se comparado a uma pessoa não obesa.

Claro que cada caso é um caso, mas um dos focos principais da Suzanclin é o tratamento da obesidade, seja ele clínico ou cirúrgico. Para tanto trouxemos aqui 4 medidas a serem tomadas no combate à obesidade que também irão auxiliar o paciente a passar por essa pandemia.

  • Prática de atividades físicas – Praticar atividade física, além de ajudar o paciente a promover um déficit calórico, vai ajudar o paciente a passar mais rápido o tempo na pandemia, liberar hormônios de prazer no seu organismo e promover momentos de autocuidado e reflexão para o paciente. Lembrando que essa atividade física pode ser feita dentro de casa, não restando desculpas para a pandemia. Caso queiram temos vídeos de treinos com nosso preparador físico no youtube. Clique aqui. 
  • Prática de alimentação saudável – Se alimentar bem, além de ajudar também a promover um déficit calórico, influencia diretamente o humor, a atenção, a concentração, entre outros diversos aspectos que não apenas os valores nutricionais a serem atingidos. Passe com uma nutricionista que ela vai poder te orientar tanto com o que quanto com o como e quando comer.
  • Passar por apoio psicológico – A pessoa obesa ficou obesa por algum motivo, houve algum exagero em algum aspecto da vida ou alguma condição que fez com que isso fosse possível. Um psicólogo vai poder ajudar o paciente a entender mais sobre si mesmo, o porque descontava o estresse na comida, por exemplo. A partir do momento que o paciente sabe como chegou em determinado estado, ele descobre o que não deve fazer mais, facilitando a saída desse estado de peso.
  • Acompanhamento médico – Chega um nível da obesidade em que tratar apenas com treino e dieta não é tão fácil, nesse momento é interessante o paciente estar procurando um médico para saber como está sua saúde e o que ele estará fazendo a partir daí para retomar as rédeas e conseguir tratar a obesidade. Caso o paciente esteja começando o tratamento ele optará por dieta, exercícios e talvez uso de remédio. Já o paciente que já tentou todas alternativas e não obteve sucesso, esse poderá procurar um cirurgião do aparelho digestivo.

Esperamos que esse texto tenha sido esclarecedor e te ajude a lembrar que quanto mais saudáveis estivermos, mais fácil será passar por pandemias ou outros problemas. Portanto, independente do evento externo que ocorra, internamente devemos nos cuidar para estar saudáveis sempre.

Se protejam e, se possível, fiquem em casa!

Como os psicólogos ajudam no tratamento de obesidade?

Postado por master em 22/mar/2021 - Sem Comentários

Sabendo de toda a importância do profissional na equipe multidisciplinar e visto que recebemos algumas dúvidas sobre sua participação, hoje o texto do blog será focado nos psicólogos da clínica e a importância desse profissional no tratamento de obesidade.

  • Conhecendo a obesidade

Hoje a obesidade é considerada uma doença crônica e multifatorial, caracterizada pelo excesso de acumulo de gordura que traz prejuízos a saúde física e emocional. Como condição multifatorial precisamos entender alguns fatores que podem contribuir para o aumento do peso, dentre eles estão:

  1. alterações hormonais;
  2. sedentarismo;
  3. hábitos alimentares inadequados;
  4. hereditariedade;
  5. alterações no padrão de sono;
  6. ambientes obesogênicos;
  7. e também fatores emocionais

A obesidade deve ser vista e cuidada como uma doença, pois ainda, em nossa sociedade, é vista por muitos como uma condição associada somente a hábitos inadequados ou ainda como preguiça e falta de motivação. Quando partimos do conceito de doença pressupomos um tratamento adequado, que passe a olhar o indivíduo como um todo, e a partir desse ponto todo o tratamento deve ser planejado de forma individualizada.

 

  • Como a psicoterapia pode ajudar no tratamento da obesidade?

O processo psicoterapêutico auxilia a pessoa a se conhecer mais, permite identificar sentimentos e nomeá-los. Mas por que nomeá-los? Sabe aqueles momentos que alguns comportamentos e sensações acontecem e simplesmente parece que se repetem? Aí está a importância do autoconhecimento. O psicólogo, ao conhecer a história do paciente, vai ajudar o mesmo a identificar nas situações vivenciadas quais estruturas de pensamento fundamentam a maneira que ele percebe as sensações e sentimentos que ocasionam o comportamento que o levou à obesidade. O processo psicoterapêutico é um mergulho para dentro de si, um processo que auxilia a pessoa a se olhar e se reconhecer, possibilitando assim um resgate da autoestima.

  • Tratamento x Cansaço

É muito comum a pessoa que busca tratamento para perda de peso, encontrar orientações especializadas, porém isoladas. Muitos pacientes já realizaram consultas com médicos endocrinologistas, esses indicaram o uso de medicamentos com objetivo de aumentar a sensação de saciedade ou diminuir a ansiedade, seguiram dietas prescritas por nutricionistas ou nutrólogos, ou ainda buscaram informações em outras fontes como a internet. Porém a  pessoa que busca o emagrecimento e cuida apenas de um dos fatores aumenta muito as chances de apresentar a recidiva. A recidiva é a volta do paciente ao estado de obesidade e é conhecida popularmente como “efeito sanfona”. A recidiva é caracterizado por falha na manutenção do tratamento em que um resultado imediato de perda de peso é alcançado, mas seguido pelo ganho (às vezes levando a pessoa para um peso maior que o inicial). O fato de voltar a ganhar peso gera cansaço, desânimo e por vezes a sensação de impotência, agravando mais ainda o ganho de peso. São diversos fatores que levam ao “efeito sanfona”, dentre eles:

  1. não entendimento da obesidade como crônica;
  2. abandono;
  3. retorno a velhos hábitos.

Algumas equipes multidisciplinares contam com a participação do psicólogo para ajudar nesse tratamento, pois a pessoa que sofre com o “efeito sanfona” apresenta um cansaço que pode gerar baixa autoestima e conflitos com a autoimagem. Um processo psicoterapêutico inicialmente breve e focal auxilia na identificação de falhas no planejamento alimentar. Você já se fez essa simples pergunta: Sinto fome no momento das refeições? Essa pergunta parece simples, não é? A partir daí é possível reconhecer hábitos de organizações, prioridades, capacidades de planejamento. Mas e se a resposta for: “não sinto fome”, entenda a fome como necessidade fisiológica.

Você percebe se come por ansiedade, engole a raiva, a tristeza, a alegria, os “sapos” do dia a dia? Esse é o primeiro passo para que com a ajuda do atendimento psicológico você possa começar a refletir  e entender a respeito da sua relação com o alimento.

  • Relação alimentos x afeto

Todos nós temos uma relação com os alimentos que passa pelo nível dos afetos. É muito comum vermos  informações que esclarecem as diferenças entre fome física e fome emocional, aprender a perceber essas diferenças é o primeiro passo para começar a pensar quais as relações que estabelecemos com os alimentos. Essa relação de afeto é trazida lá da primeira infância, quando o bebê chora e lhe é oferecido o leite materno, seja no peito ou na mamadeira.
É desde esse momento que se inicia essa relação, e pode acontecer de outras necessidades ou sensações serem reforçadas com alimentos. Com o crescimento essa relação pode ser reforçada quando alguns alimentos são colocados no lugar de prêmios. “Se você se comportar poderá comer um sorvete”, “Será só uma picadinha e depois o seu lanche favorito”.  E conforme você cresce, vai percebendo que o alimento ocupa um lugar de importância em nossa cultura, festas, jantares, confraternizações, happy hours. Dessa forma, cada um vai estabelecendo uma relação diferente com os alimentos, mas todos nós temos a fome emocional!

A partir dessas primeiras relações, associadas à preferências, estímulos, fatores ambientais e ritmo de vida formamos os nossos hábitos, e muitas vezes nem nos damos conta de como um hábito foi instalado. É um dia corrido, uma semana com contratempo e impossibilidade de planejar as compras, preferências de alguns membros da família, alterações em horários da escola dos filhos, reuniões longas. Enfim, é necessário parar, respirar e começar um trabalho que se assemelha ao de um detetive, é nesse momento que o psicólogo pode começar a te ajudar.

  • Acompanhamento psicológico

Agora é a hora que juntamos os conceitos discutidos acima. É necessário que a pessoa tenha uma vontade inicial de conversar com o psicólogo. No início, será um trabalho de investigação para conhecer seus hábitos, suas preferências, o histórico da doença, as tentativas anteriores de tratamentos, como é a percepção da obesidade. A partir de alguns pontos iniciais é realizado o plano de tratamento, que vai auxiliar o paciente em alguns pontos de reflexão sobre seus pensamentos e comportamentos, sobre como está relacionado com o corpo, quais as expectativas que está depositando no tratamento todo e identificar possíveis questões emocionais que estejam interferindo na perda de peso.

Além dessas proporções, um acompanhamento psicoterapêutico, te auxilia a manter-se motivado, a perceber em quais momentos você pode estar se auto sabotando, se afastando de seus objetivos. É importante que o psicólogo que vai receber essa demanda esteja atualizado e engajado no trabalho conjunto com outras especialidades, pois o olhar multidisciplinar possibilita um maior sucesso no tratamento.

Se você ficou curioso ou percebeu que um atendimento psicológico pode te auxiliar, agende um horário, experimente esse autocuidado.

Para mais informações sobre cirurgia bariátrica, clique aqui.

(11) 4745-3600 | (11) 4748-8412

Tudo que você precisa saber sobre o Balão Intragástrico

Postado por master em 04/jan/2021 - Sem Comentários

O que é o Balão Intragástrico e quais os tipos?
O balão é uma esfera de silicone extremamente resistente (ao ponto de suportar o pH estomacal), que é inserida no paciente por endoscopia, não caracterizando uma cirurgia, com o intuito do mesmo perder peso. Ele é colocado ainda murcho no estômago e, ao chegar ao estômago, o balão  é insuflado com soro fisiológico e azul de metileno. Seu volume pode variar de 400 a 900 ml.

Dentre os balões existem 2 tipos diferentes: o permanente e o reajustável, o permanente terá entre 400 e 700 ml e poderá ser utilizado por 6 meses. Já o balão reajustável terá entre 400 e 900 ml e pode ter o volume alterado, o balão reajustável pode ser usado por até 12 meses.

Como funciona?
O efeito do balão é dado tanto pela alteração da saciedade do paciente que o utiliza quanto pelas alterações hormonais e neurais provocados pela sua presença. O balão ocupa de um terço até metade da cavidade estomacal. Essa “diminuição” do espaço disponível no estômago  gera saciedade nos pacientes, o que faz com que eles ingiram uma quantidade menor de alimentos e consequentemente menor quantidade de calorias.

É importante ressaltar também que, diferente da cirurgia bariátrica, o balão tem a eficácia limitada, não provocando mudanças fisiológicas e hormonais capazes de controlar doenças associadas à obesidade, como a diabetes por exemplo.

Quem avalia se o paciente deve ou não colocar o balão?
O Balão intragástrico pode ser indicado por diferentes especialidades que trabalham com a obesidade, como o Cirurgião do aparelho digestivo, o Endocrinologista, o Cardiologista, entre outros. O profissional que irá realizar o procedimento em si e que vai saber tirar suas dúvidas é o endoscopista.

Hoje o balão costuma ser inserido em pacientes com IMC acima de 27 ou também é utilizado em pacientes que vão realizar a cirurgia bariátrica e possuem super obesidade (IMC acima de 50) para realizarem uma cirurgia mais segura.

Quantos quilos vou perder?
Após inserir o balão o paciente perderá entre 10% e 20% do seu peso inicial, lembrando que esse número vai depender muito de como o paciente passou por esse processo, se respeitou todos os prazos e orientações do médico/equipe. Portanto se você pesa 100kg, irá perder entre 10 e 20 quilos. Algumas pesquisas apontam também que pacientes com comorbidades e que praticam exercício físico costumam perder mais peso.

Por quanto tempo devo usar o balão?
O balão poderá ser utilizado de 6 a 12 meses, dependendo do tipo escolhido.

Qual o risco de colocar o balão?
O balão só irá apresentar um risco maior ao paciente caso seja realizado em algum ambiente inadequado ou o paciente apresente grandes problemas na adaptação à sua nova realidade alimentar.

Depois que o balão intragástrico é colocado no estômago, é comum que pacientes sintam náuseas, vômitos e cólicas por até 72 horas. Afinal, trata-se de um corpo estranho inserido no organismo. Porém se os desconfortos persistirem o paciente deverá procurar o médico.

Contraindicações: Hérnia, distúrbio de coagulação, lesão potencialmente hemorrágica no trato gastrointestinal superior, gravidez, desejo de engravidar, fase de amamentação, alcoolismo ou drogas, doença hepática grave, qualquer contraindicação de endoscopia.

Como é o processo para inserção do balão na Suzanclin?
Para realizar a inserção de balão na Suzanclin o paciente deverá seguir o seguinte passo a passo:

  1. Caso o paciente já passe com algum endocrinologista ele receberá a indicação para colocar o balão, se não tiver a indicação ele poderá ligar na Suzanclin e agendar uma consulta com um de nossos endocrinologistas para fazer uma avaliação;
  2. Após receber a indicação de colocar o balão o paciente irá marcar uma consulta com o endoscopista na Suzanclin para receber todas as informações necessárias para colocar o balão. Nessa consulta o paciente deverá levar uma endoscopia, se ele realmente possuir a indicação ele poderá agendar a data para consulta com o nutricionista, lembrando que a primeira consulta com a nutricionista deve ser feita antes de colocar o balão;
  3. Tendo feito as primeiras consultas, o paciente poderá agendar a data para colocar o balão, o primeiro valor pago pelo paciente é referente aos honorários médicos de colocação e retirada do balão e os 5 retornos com o médico (15, 45, 90, 120 e 180 dias pós colocar o balão);
  4. Além do valor anterior o paciente deve também comprar o balão, a Suzanclin envia o contato de 2 fornecedores e o paciente tem a opção de escolher qual deles ele vai preferir;
  5. Estando todos os valores acertados o paciente irá colocar o balão e vir nos seus retornos na Suzanclin, quando ele for retirar o balão também será pago a taxa de sala de retirada de um dos hospitais parceiros da Suzanclin. Por mais que o balão seja inserido na clínica, é mais seguro realizar a retirada em um hospital;
  6. Por último o paciente irá no hospital para realizar a retirada do balão. Nessa altura o paciente já terá perdido de 10 a 20% do peso e recebido toda orientação necessária para, não só manter o peso, mas continuar tendo a vida cada vez mais saudável.

Lembramos que a reeducação do paciente é o fator mais importante, as consultas com o nutricionista e o psicólogo são essenciais na orientação do paciente.

É importante ressaltar que, assim como na cirurgia bariátrica, se o paciente não se esforçar para reeducar sua alimentação e sua relação psicológica com a comida, ele provavelmente voltará a ganhar peso.

A cirurgia e o balão ajudam o paciente a perder peso e comorbidades inicialmente, mas o acompanhamento com nutricionista e psicólogo é extremamente importante para obter uma reeducação de qualidade, essa reeducação será a medida mais efetiva para o paciente ter um peso saudável no longo prazo.

Agende sua avaliação e conheça a Suzanclin:
(11) 4745-3600 | (11) 4748-8412

 

 

10 Dúvidas frequentes sobre cirurgia bariátrica

Postado por master em 14/dez/2020 - Sem Comentários

Nessa edição do blog trouxemos as respostas para 10 perguntas frequentemente feita pelos nossos pacientes sobre cirurgia bariátrica.

1 – Quem pode realizar a cirurgia bariátrica?

A regra geral utilizada é que os pacientes que possuem IMC acima de 40 poderão realizar a cirurgia. Caso o paciente tenha IMC acima de 35 com presença de comorbidades ele também poderá realizar a cirurgia. Lembrando que além das condições anteriores, o paciente deverá ter 2 anos de tentativas de tratamento clínico e de 18 a 65 anos.

Pacientes com menos de 18 ou mais de 65 anos poderão realizar a cirurgia dependendo da avaliação médica e de autorizações. Mais informações aqui.

2 – A cirurgia bariátrica é segura?

Hoje a taxa de letalidade da cirurgia bariátrica está em torno de 0,2% (segundo o ex-presidente da sociedade brasileira de cirurgia bariátrica e metabólica, Caetano Marchesini). A taxa atingiu patamares tão baixos devido aos avanços nas técnicas cirúrgicas, tornando a cirurgia mais segura e menos invasiva. Lembrando que é 12 vezes mais arriscado permanecer obeso e falecer devido a complicações da obesidade do que realizar a cirurgia e falecer, portanto é mais seguro realizar o procedimento do que se manter no estado de obesidade mórbida.

3 – Quanto peso vou perder com a cirurgia?

Normalmente o paciente perde entre 30 e 40% do peso que ele possui enquanto obeso, portanto uma pessoa que realizou a cirurgia pesando 100 kg perderia aproximadamente de 30 a 40 kg, chegando entre 60 a 70kg.

4 – Posso voltar a engordar depois de realizar a cirurgia bariátrica?

Caso o paciente não se esforce para realmente se reeducar, pode ser que ele volte a engordar sim. A Suzanclin fornece todas as ferramentas para o paciente reeducar sua alimentação e seus hábitos, a efetividade do tratamento depende muito da disciplina e aprendizado do paciente. A partir do momento que o paciente engorda mais de 10% do peso que perdeu com a cirurgia, é considerada uma recidiva de obesidade.

5 – Vou poder comer normalmente depois de realizar a cirurgia?

Sim. O paciente será reeducado e terá um “novo normal”. Claro que o paciente não poderá voltar a se alimentar com as quantidades que se alimentava antes da cirurgia, caso contrário ele voltará a engordar como já ocorreu uma vez. Suas novas opções serão se alimentar com alimentos mais nutritivos e menos calóricos.

O paciente não terá que deixar de comer nada, a diferença é que as quantidades serão diferentes e o paciente naturalmente vai passar a se alimentar cada vez mais com alimentos mais nutritivos e saudáveis.

6 – A cirurgia bariátrica é coberta pelo convênio?

Para o convênio cobrir a cirurgia precisamos de 2 fatores. O primeiro vai depender de qual é o convênio, se o convênio cobrir a cirurgia está OK de um lado. O segundo passo é ver se a clínica possui esse convênio credenciado. A partir do momento que o convênio faça a cirurgia e a clínica seja credenciada, a cirurgia será coberta. Descubra aqui os convênios que atendemos.

7 – Como é a recuperação da cirurgia?

A recuperação da cirurgia é uma adaptação nutricional, física e psicológica do corpo. O paciente deixará o hospital de 24 a 48 horas após sua cirurgia e poderá voltar a trabalhar e realizar suas atividades após 15 dias. A partir do momento que o paciente sair do hospital ele terá uma dieta bem controlada para realizar durante aproximadamente 3 meses, essa dieta terá uma progressão (iniciando com dieta líquida, passando pela pastosa e chegando na dieta sólida). Lembrando que após esses 3 meses o paciente continua recebendo sua dieta, ela só terá menos restrições.

Após realizar a cirurgia, além da dieta, o paciente recebe também uma rotina de treinos físicos para ir fazendo conforme a recuperação. Além disso o paciente deverá fazer um acompanhamento psicológico e nutricional com nossa equipe.  A partir de 3 meses o paciente já estará sem restrições.

8 – Moro em outro estado/país, é possível realizar o acompanhamento e a cirurgia com a Suzanclin?

Sim, é possível. Pacientes que estão muito longe das nossas clínicas podem optar por realizar o processo de maneira um pouco diferente.

  1. O paciente entrará em contato com a clínica e solicitará o formulário para pacientes distantes;
  2. Após preencher o formulário, iremos retornar ao paciente se ele possui ou não indicação cirúrgica, caso ele não possua iremos orientá-lo;
  3. Tendo a indicação cirúrgica o paciente receberá todos os exames laboratoriais e complementares que fazem parte do protocolo cirúrgico. Além disso, ele receberá também os pedidos de avaliação da equipe multidisciplinar (As consultas podem ser realizadas na região do paciente ou com nossa equipe via telemedicina). Lembrando que sem as liberações da psicóloga, nutricionista, cardiologista e pneumologista o paciente não estará apto para realizar o procedimento;
  4. Tendo todas as liberações, o paciente deverá encaminhá-las a nossa equipe. Nesse estágio serão discutidos a técnica e a data da cirurgia (podendo ser por telefone, tele consulta ou presencial);
  5. O paciente deverá comparecer na clínica no mínimo 3 dias antes da cirurgia para receber a orientação pessoalmente e retirar a documentação para internação hospitalar. (É recomendado que o paciente esteja presencialmente na clínica pelo menos a partir do passo 4);
  6. No passo 6 o paciente realizará a cirurgia, terminando o procedimento o paciente irá permanecer internado por 24 horas. É recomendado que o paciente volte para sua casa após 15 dias da realização da cirurgia (após a primeira consulta pós-cirúrgica, onde ele receberá todas orientações necessárias para realizar o pós-cirúrgico de longe).

9 – Em quanto tempo vou realizar minha cirurgia?

O pré-cirúrgico costuma demorar de 3 a 4 meses. Esse tempo engloba desde a primeira consulta até o dia em que o paciente for realizar a cirurgia. Após realizar a cirurgia o paciente deverá fazer o acompanhamento pós-cirúrgico, esse irá incluir 6 encontros no primeiro ano, 2 no segundo e 1 encontro por ano a partir de então.

10 – Qual a diferença entre cirurgia bariátrica e metabólica?

A cirurgia bariátrica e a metabólica são o mesmo procedimento, porém a motivação da cirurgia é diferente. No caso da cirurgia bariátrica a doença principal a ser tratada é a obesidade, já no caso da cirurgia metabólica, o foco é tratar outras doenças como diabetes, hipertensão e outras.

 

* Lembramos que todos os dados colocados aqui são informações mais generais, cada paciente possui sua individualidade, porém na grande maioria dos casos os pacientes respeitam os números passados aqui. Pode acontecer do paciente perder um pouco mais de 40% de peso no total ou uma pessoa realizar o procedimento todo em menos de 2 meses, por exemplo.

Cirurgia bariátrica: O que é e por que escolher a Suzanclin?

Postado por master em 08/nov/2020 - Sem Comentários

O que é a Cirurgia bariátrica?

A cirurgia bariátrica, também conhecida como gastroplastia ou ainda cirurgia de redução do estômago é a alternativa para o tratamento da obesidade quando há intratabilidade clínica. Como o próprio nome diz ela é uma cirurgia plástica do estômago.

Na cirurgia bariátrica o médico vai fazer uma intervenção no estômago do paciente (e possivelmente um desvio intestinal), fazendo com que o paciente perca peso.

A cirurgia pode ser realizada de diversas maneiras, os cirurgiões da Suzanclin adotam a cirurgia por videolaparoscopia. As técnicas mais comuns são o Sleeve e o Bypass, mais informações sobre o método cirúrgico podem ser encontradas aqui.

Quem pode fazer uma cirurgia bariátrica?

Existem 4 critérios que decidem a possibilidade de realizar a cirurgia, sendo eles: o IMC, idade, tempo de doença e a presença ou não de comorbidades como por exemplo: diabetes, hipertensão, entre outras doenças. Na Suzanclin são realizadas cirurgias em pacientes com IMC maior que 40 ou IMC maior que 35 com a presença de comorbidades (dependendo do grau da comorbidade a cirurgia pode ser realizada com IMC maior que 30).

Pacientes entre 18 e 65 anos podem realizar a cirurgia. Pacientes com mais de 65 anos dependem de uma avaliação da nossa equipe multidisciplinar e entre 16 e 18 anos será necessário consentimento do responsável.

Mais detalhes sobre os requisitos para realização da cirurgia podem ser encontrados aqui.

Por que escolher a Suzanclin?

Nós valorizamos o atendimento humanizado e completo para atendermos todas as suas necessidades, para que além de emagrecer você possa ter uma reeducação efetiva e, consequentemente, uma vida mais saudável.

Somos uma clínica especializada em cirurgia bariátrica  com uma estrutura completa e uma equipe multidisciplinar preocupada com seu bem-estar, que vai te auxiliar em todo o processo para essa mudança de vida.

Agende sua consulta conosco:
(11) 4745-3600 | (11) 4748-8412