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6 perguntas sobre o consumo de bebidas alcoólicas pós-bariátrica

master
set 14,2021

Você costuma tomar bebidas alcoólicas? Se sim e está pensando em fazer a bariátrica esse texto pode te interessar muito. E se você já realizou a cirurgia também já deve ter ouvido algumas coisas em relação a este tema. Muitos pacientes bariátricos tem algumas dúvidas em relação ao consumo de álcool no pós-cirurgia bariátrica, então  hoje viemos te esclarecer algumas coisas em formato perguntas e respostas. Vamos lá?

1- O paciente poderá continuar bebendo?
Depende. Logo após a cirurgia o paciente deverá ficar um tempo sem ingerir bebida alcoólica devido, principalmente, à cicatrização do seu sistema digestivo. Após esse período de cicatrização, o paciente pode ingerir bebida alcoólica, porém não é recomendado que faça. Após a readaptação do aparelho digestivo, caso o paciente ingira bebidas alcoólicas, promoverá uma concentração intensa de calorias e gás, o que pode dificultar o processo de emagrecimento. Também por isso, os refrigerantes também não são indicados.

2- Após a cirurgia, quanto tempo o paciente demorará para ser liberado pra beber?
Na Suzanclin, o consumo de álcool não é permitido no primeiro ano pós-cirurgia bariátrica, mas esse tempo pode variar de acordo com o paciente e as instruções do médico. Isso acontece porque o álcool pode danificar as mucosas do estômago e do intestino, além de reduzir a absorção de nutrientes tão importantes nessa nova fase.

É importante ressaltar que o problema com bebidas alcoólicas é a principal causa da recidiva de peso dos pacientes (atingindo em média 25% deles)

3 – Qual a quantidade que o paciente poderá beber a partir de agora?

Não é recomendado que o paciente ingira álcool após a cirurgia, porém o paciente poderá vez ou outra ingerir com moderação. Por mais que não tenha como saber exatamente a proporção, após a cirurgia, para cada copo de álcool que o paciente tomar, será como tomar 5 do mesmo (comparando ao período que o paciente não tinha operado ainda).

4- Qual a diferença do efeito da bebida alcoólica no paciente agora?
Tentando explicar com palavras fáceis de entender, a comida e a bebida basicamente vão para o estômago e lá ficam “esperando” ir para o intestino aos poucos, essa espera garante que a bebida seja parcialmente metabolizada antes de chegar ao intestino, portanto ao chegar lá, já está mais “fraca”, o que faz com que a pessoa fique bêbada de forma mais lenta e danificando menos seus órgãos (fígado por exemplo). Já ao realizar a cirurgia, a comida e a bebida “esperam” menos no estômago do paciente, assim ela chega ao intestino (onde será realmente absorvida) menos metabolizada, portanto mais pura. Isso faz com que o paciente absorva um álcool mais forte, que o deixará mais bêbado e mais rapidamente, além de aumentar o dano causado pelo álcool nos órgãos do paciente.

5- O álcool vai atrapalhar o paciente no reganho de peso também?
Sim. Além de o álcool ser bastante calórico e prejudicar o sistema digestivo do paciente, vários pacientes acabam exagerando no álcool pelo fato de, após a cirurgia, adotarem uma vida social mais agitada do que anteriormente ou até utilizam o álcool como forma de substituir o hábito de comer (visto que após a cirurgia o paciente come menos). Portanto é muito importante o paciente controlar bem sua relação com o álcool, afinal não adianta realizar a cirurgia para emagrecer e depois readquirir esse peso devido a outros hábitos adotados.

6- Quais os danos que ingerir álcool em exagero podem trazer?
– Irritação da mucosa gástrica, interferindo na digestão de alimentos;
– Sobrecarga do fígado, alterando a produção de enzimas para metabolizar;
– Diminuição de reservas e ou inibição da absorção e utilização de importantes nutrientes (vitaminas A, C, D, B1, B2, B3, B6, B12, ácido fólico, Magnésimo, Zinco, Ferro, Cálcio, Selênio), comprometendo o metabolismo energético e destoxificação hepática entre outras funções;
– Acidificando o intestino, modifica o equilíbrio da microbiota intestinal levando à disbiose;
– Desidratação do organismo por interferir na produção do hormônio que faz o corpo controlar a urina, sobrecarregando os rins do paciente.