Cirurgia Bariátrica ou Balão Intragástrico? Qual procedimento escolher?

Postado por master em 30/ago/2021 - Sem Comentários

Você sabia que 6 em cada 10 pessoas estão no sobrepeso? É isso que aponta a Pesquisa nacional de saúde feita pelo IBGE. Como consequência disso, grande parte da sociedade está obesa. É por este motivo que escolhemos este tema para o nosso artigo de hoje.

Vamos falar um pouco sobre o balão intragástrico e a cirurgia bariátrica. Abordaremos os prós e contras de cada procedimento, caso opte por fazer um dos dois, ou ambos. Faremos comparações entre eles para deixar claro o que vale mais a pena para você.

Semelhanças e diferenças entre balão e cirurgia bariátrica

Como em qualquer ferramenta ou método de atingir algum objetivo, existem semelhanças e diferenças em relação a outros métodos. Para explicar de uma forma simples, a gente poderia dizer que o balão gástrico seria um método de emagrecimento para quem não quer realizar um procedimento cirúrgico e não está em uma situação tão grave de obesidade. Já a cirurgia bariátrica seria mais focada no tratamento de pacientes com obesidade maior e também os casos em que a motivação da cirurgia são doenças metabólicas (existe também o caso do paciente com super obesidade que coloca o balão antes da cirurgia para operar em condições de saúde melhores, consequentemente com menos risco, daqui a pouco falaremos sobre isso).

Importante ressaltar que o seu médico é a pessoa mais capaz de passar  uma indicação assertiva do método que ele vai utilizar, portanto antes de tomar sua decisão consulte sempre o seu médico.

Os maiores casos de emagrecimento observados são os seguintes:

  1. Paciente acima do peso (IMC 30) que quer emagrecer porém tem receio de cirurgias;
  2. Paciente bem acima do peso (IMC 40) que quer emagrecer e não tem problema com cirurgias;
  3. Paciente bem acima do peso (IMC 35), com doenças metabólicas e sem problema com cirurgias;
  4. Paciente super obeso (IMC 50) sem problemas com a cirurgia (porém com risco cirúrgico).

Trouxemos esses 4 “tipos” de pacientes para facilitar o entendimento.

No caso 1, o paciente não possui indicação cirúrgica devido ao seu IMC, porém ele já possui os requisitos para colocar o balão (IMC acima de 27). Esse paciente provavelmente optará apenas pelo balão intragástrico.

No caso 2, o paciente poderá optar pelos 2 métodos. Podemos observar que seu IMC já permite que ele realize tanto a cirurgia quanto coloque o balão, portanto dependerá bastante da existência ou não de outra condição que defina o método utilizado.

O caso 3 é bem parecido com o 2, possui indicação para os dois métodos, porém o balão não garante ao paciente a melhora metabólica que a cirurgia promove, portanto por mais que o paciente pudesse optar pelos dois, nesse caso o médico possivelmente indicaria a cirurgia para o paciente.

Já no último caso (4), temos um paciente super obeso. Nesses casos o médico costuma indicar os 2 métodos associados. Portanto o paciente colocaria o balão (promoveria uma perda de peso inicial, facilitando a cirurgia e garantindo uma saúde melhor do paciente no momento da cirurgia) e depois de retirá-lo realizaria a cirurgia.

A eficácia dos procedimentos

É muito importante dizer que, o paciente que respeitar todos os protocolos e se esforçar para realmente ficar saudável, com certeza vai atingir seus objetivos. Por mais que opte pelo método mais ou menos eficaz, o que garante a eficácia é justamente o comprometimento do paciente em atingir as metas.

Balão Intragástico

Hoje sabemos que o balão intragástrico promove um emagrecimento entre 10% e 20% do peso inicial do paciente (seu efeito é dado pela alteração da saciedade do paciente, uma vez que o balão ocupa de 1/3 a ½ da cavidade estomacal). Esse balão poderá ser utilizado por 6 ou 12 meses, tendo que ser retirado pela degradação diária promovida pelo contato com o ácido do estômago. Essa porcentagem pode chegar a 30% dependendo do comprometimento do paciente.

Vantagens do balão:

  • Procedimento reversível
  • Risco muito baixo
  • Não provoca alterações no estômago

Contra indicações do balão:

  • Pacientes que já realizaram cirurgia gástrica
  • Histórico de alcoolismo e uso de drogas
  • Distúrbios de coagulação
  • Presença de hérnias diafragmáticas hiatais com mais de 5 cm
  • Lesões com potencial hemorrágico no trato gastrointestinal superior
  • Tumores estomacais
  • Doenças hepáticas graves
  • Gravidez
  • Qualquer tipo de contraindicação a procedimentos endoscópicos

Cirurgia Bariátrica

A cirurgia bariátrica já promove um emagrecimento aproximado a 40% do peso inicial, além de possuir também propriedades que auxiliam no tratamento de doenças metabólicas.

Vantagens da cirurgia

  • Tratamento de doenças metabólicas
  • Porcentagens maiores de rendimento em menor tempo

Contra indicações da bariátrica:

  • Alcoólatras, usuários de droga e/ou com instabilidade emocional
  • Gestantes
  • Com hérnia de hiato, varizes esofágicas, doenças digestivas inflamatórias ou problemas cardiorrespiratórios severos

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Cirurgia Bariátrica e Diabetes

Postado por master em 23/ago/2021 - Sem Comentários

Sabe-se que o Diabetes é uma doença extremamente séria e que atinge diversas pessoas ao redor do mundo, não é uma coincidência o fato de que hoje a doença está entre as 10 principais causas de morte no mundo. Segundo a IDF (International Diabetes Federation), existem aproximadamente 463 milhões de adultos com a doença em todo o mundo. Além disso, a prevalência global da diabetes atingiu 9,3%, sendo que ao menos metade desses casos de adultos não são diagnosticados. Inclusive, a previsão é que o número total de pessoas com diabetes chegue em 578 milhões em 2030 e 700 milhões em 2045. Já hoje cerca de 374 milhões de adultos são intolerantes à glicose, portanto possuem alto risco de desenvolver diabetes tipo 2.

No ano de 2019, a diabetes foi responsável por aproximadamente 760 bilhões de dólares em gasto com a saúde. Mas por que estamos falando tudo isso? Muitos sabemos dos malefícios que a doença traz e alguns sabem até mais a fundo sobre a mesma, mas nosso principal assunto de hoje não é esse.

Cirurgia Bariátrica x Diabetes

A cirurgia bariátrica vem se tornando cada vez mais popular, e ela é responsável por auxiliar e até mesmo curar o paciente de diversas patologias trazidas devido à obesidade. Existem 2 doenças que são as primeiras que vêm à cabeça quando falamos de obesidade, a primeira é a hipertensão e a segunda é a diabetes. Como já falamos aqui sobre a hipertensão anteriormente, hoje focaremos na diabetes.

Antes de falar mais sobre, é importante ressaltar também que existem tipos de diabetes, sendo elas:

  • Diabetes tipo 1 – Geralmente, acomete crianças e adolescentes. É uma doença autoimune, pois o sistema imunológico ataca as células beta. Dessa maneira, pouca ou nenhuma insulina é liberada para o organismo. A glicose, então, não é absorvida pelas células. Para retirar o açúcar da corrente sanguínea, os médicos habitualmente prescrevem insulina, modificação no cardápio e atividades físicas.
  • Diabetes tipo 2 – Essa é a apresentação mais comum da doença. E ela surge quando o organismo não consegue usar de forma correta a insulina que produz. Ou, então, o organismo não fabrica o hormônio suficiente para conseguir controlar glicemia. Fatores genéticos podem estar atrelados ao desencadeamento da diabetes do tipo 2, porém, na maioria dos casos a doença é associada a pessoas acima do peso e com uma má alimentação.

Hoje existem estudos que mostram que a cirurgia bariátrica tem resultados muito positivos no auxílio do controle da diabetes tipo 2. Aproximadamente 90% das pessoas que possuem diabetes, possuem a tipo 2.

Mas afinal, a cirurgia bariátrica cura diabetes?

Bom, é complicado afirmar que a cirurgia bariátrica cura a diabetes, porém podemos afirmar que, a cirurgia bariátrica auxilia o paciente no controle da doença. E esse controle é dado por 3 fatores:

  • Redução da grelina no estômago
    A grelina é um peptídeo produzido principalmente no fundo gástrico do estômago e é responsável pela sensação de fome nos pacientes. Como esse fundo é “desativado” nas cirurgias, o paciente passa a sentir menos fome, o que faz com que ele coma menos, ingerindo menos açúcar;
  • Liberação de GLP1
    O estômago reduzido não possui a mesma eficácia ao digerir os alimentos, portanto eles chegam mais rápido e “menos digeridos” no intestino. Essa chegada mais rápida promove a liberação do GLP1, ele irá agir sobre o pâncreas, produzindo mais insulina. O aumento na produção da insulina resulta em uma maior capacidade do corpo guardar açúcar dentro das células;
  • Diminuição do peso do paciente
    Outro fator que influencia no controle da diabetes é a perda de peso do paciente, uma vez que quando uma pessoa emagrece, ela passa a ter menos substâncias inflamatórias que bloqueiam a ação da insulina na célula.

Portanto podemos dizer que a cirurgia bariátrica não cura a diabetes do paciente, mas fará o mesmo ingerir menos alimentos, produzir mais insulina e ter o efeito da insulina de seu corpo potencializado, visto que a inflamação do corpo do paciente diminuirá bastante.

Agora que respondemos qual a influência da cirurgia bariátrica em pessoas com diabetes tipo 2, aproveitamos para tirar uma outra dúvida que é frequentemente trazida a nós.

Qual a diferença entre cirurgia bariátrica e metabólica?
Na essência do procedimento podemos dizer que nenhuma. A técnica cirúrgica é igual. A grande diferença observada na cirurgia bariátrica e na metabólica é a MOTIVAÇÃO do procedimento. Portanto, caso você possua obesidade descontrolada e queira realizar o procedimento cirúrgico para seu controle, vai realizar a cirurgia bariátrica.
Caso o paciente tenha diabetes ou hipertensão com difícil controle e opte por realizar a cirurgia, o ideal é realizar uma cirurgia metabólica. Note que o que motivou o paciente a realizar o procedimento foi o tratamento de uma síndrome metabólica que ele possuía, não apenas o tratamento da obesidade em sua essência.

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Por que a cirurgia bariátrica emagrece?

Postado por master em 16/ago/2021 - Sem Comentários

Uma pergunta que chega rotineiramente para a nossa equipe é sobre por que a cirurgia bariátrica emagrece. Por isso,  hoje no nosso Blog vamos te explicar o real motivo da cirurgia bariátrica fazer os pacientes emagrecerem.

Antes de começar, é importante lembrar que, ao realizar a cirurgia bariátrica, o paciente NÃO tem 100% de garantia de que vai emagrecer, isso só acontecerá no caso em que o paciente obedecer às orientações recebidas pela equipe multidisciplinar. Para o paciente emagrecer depois da cirurgia ele deve manter uma dieta balanceada e também aderir à prática de atividades físicas rotineiras. Por mais que a cirurgia vá emagrecer o paciente por si só, sem a prática de exercícios e alimentação saudável, o paciente poderá perder peso de forma não saudável, uma vez que a cirurgia poderia promover também a perda de massa magra desse paciente. Caso o paciente se mantenha “na linha”, será muito mais garantido que, além de perder o peso, ele melhore sua composição corporal: perca gordura e ganhe massa magra.

Procedimentos Bariátricos e Emagrecimento
É importante ressaltar que no Brasil, a grande maioria dos procedimentos cirúrgicos se dão pelo Bypass gástrico e pela Gastrectomia Vertical (Sleeve), por isso vamos falar dos motivos pelos quais esses procedimentos emagrecem.

As técnicas de Duodenal Switch e a cirurgia de Scorpinaro tem mecanismos de ação diferentes das anteriores, elas têm a maior perda ponderal a longo prazo, porém as complicações nutricionais que acompanham as cirurgias as fazem muito pouco realizadas tanto no Brasil como no mundo. Por isso vamos nos concentrar aqui sobre as outras técnicas cirurgicas.

Mas afinal por que a cirurgia bariátrica emagrece?
Podemos citar 2 motivos principais pelos quais a cirurgia bariátrica emagrece, são eles:

  • Cirurgia restritiva são procedimentos que diminuem a quantidade de alimentos que o estômago é capaz de receber, restringem a quantidade e induzem a sensação de saciedade precoce.
  • Cirurgia Disabsortiva  são cirurgias que teoricamente alteram drasticamente a absorção dos alimentos a nível de intestino delgado, conhecidas como cirurgias de by-pass intestinal ou cirurgias de desvio intestinal.

Portanto, como dito anteriormente, cirurgias em que o emagrecimento é dado devido à diminuição do estômago do paciente, são restritivas. Já as cirurgias que emagrecem principalmente por uma alteração drástica na absorção dos alimentos, é disabsortiva.

Podemos dizer que o Sleeve é um procedimento restritivo, emagrece devido à diminuição do estômago e o Bypass é tanto restritivo como disabsortivo além do estômago ser reduzido, é promovido também um desvio intestinal que será responsável por uma absorção menor dos alimentos.

Dito isso, concluímos que os principais causadores do emagrecimento da cirurgia bariátrica são a diminuição do estômago (fazendo com que o paciente coma menos) e também a menor absorção de alimentos causados pelo desvio intestinal.

Quais outros fatores influenciam no emagrecimento?

Existem outros dois fatores que tem grande influência no emagrecimento dos pacientes que realizaram a cirurgia. O primeiro fator é a retirada do fundo do estômago, nele é produzido a grelina, hormônio responsável pela sensação de fome. Como o paciente retirou a parte responsável pela produção desse hormônio, ele sente menos fome, o que faz comer menos e consequentemente emagrecer mais rápido.

Outro fator que influencia no emagrecimento é que, agora que o paciente realizou o procedimento, o tempo que o alimento demora para percorrer seu caminho diminui (seja porque foi feito um desvio diminuindo a rota do alimento – Bypass – ou porque o estômago tem uma capacidade menor, cabendo menos alimentos e automaticamente acelerando a digestão – Sleeve). O GLP-1 é um hormônio fisiológico que é secretado no íleo terminal dos pacientes. Esse é responsável por, entre outras funções, induzir maior saciedade nas pessoas. Portanto, quanto mais rápido o alimento percorrer o corpo do paciente, mais rápido é secretado esse hormônio e maior a sensação de saciedade do paciente, consequentemente comendo menos.

Portanto podemos concluir que a cirurgia bariátrica auxilia o paciente a emagrecer de diversas maneiras. Porém voltamos a ressaltar, o grande e maior motivo que vai fazer os pacientes perderem peso e manterem esse peso com o passar dos anos é a qualidade da reeducação de hábitos, seja ela alimentar, física ou psicológica.

Somos especialistas em Cirurgia Bariátrica. Saiba mais sobre o passo a passo da cirurgia aqui na Suzanclin clicando aqui.

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O que você precisa saber sobre o Colesterol

Postado por master em 09/ago/2021 - Sem Comentários

No dia 8 de agosto é comemorado o Dia Nacional de Combate ao Colesterol. Esse dia traz um alerta para os riscos de doenças causadas pelo descontrole do colesterol, doenças muito serias que podem levar ao infarto ou insuficiência cardíaca, então hoje trouxemos algumas informações importantes sobre o colesterol.

O que é o colesterol?

O colesterol é um tipo de gordura (lipoproteína) que faz parte da estrutura das células do cérebro, nervos, músculos, pele, fígado, intestinos e coração. Ele é essencial para o funcionamento destas células citadas. Ele é muito importante também na formação de hormônios de vitamina D e até ácidos biliares, que ajudam na digestão das gorduras da alimentação.

Mas se ele é essencial para o funcionamento das células citadas, por que dizem que ele faz mal?

Aí que está o ponto, o colesterol pode ser dividido em 2, o LDL e o HDL (lipoproteínas de baixa densidade e lipoproteínas de alta densidade) sendo que o LDL é maléfico e o HDL benéfico para nós. O LDL é o colesterol que facilita o depósito de gordura nos vasos sanguíneos (o excesso de LDL está associado a doenças cardíacas), já o HDL é responsável pela “limpeza” do sistema cardiovascular. Portanto uma pessoa deverá se atentar sempre a tratar o LDL, seus níveis altos são prejudiciais ao ser humano (O HDL é bom ter em altos níveis).

Agora que você entendeu mais ou menos o que é o colesterol, deve estar se perguntando:
Mas de onde ele vem? Como o colesterol aumenta ou diminui?

Bem, o nosso próprio corpo produz o colesterol. Ele é produzido no fígado e também pode ser adquirido na alimentação de cada um. Cerca de 70% do colesterol no sangue vem do fígado e apenas 30% vêm da alimentação. Depois de passar pela circulação sanguínea, o colesterol precisa ser removido novamente pelo fígado para formar bile. Os níveis de colesterol no sangue dependem, portanto, principalmente da capacidade do fígado em removê-lo. Isso varia de pessoa para pessoa (dependendo também da quantidade ingerida).

Em adultos, geralmente o excesso de colesterol no sangue está associado à obesidade, alimentação inadequada e falta de exercícios físicos. Um dos motivos da alteração dos níveis de colesterol é o consumo excessivo de gordura saturadas e gordura trans, presentes em alimentos de origem animal, como carnes, ovos, derivados do leite, além de produtos ultraprocessados como biscoitos, margarina, salgadinhos de pacote, comidas congeladas, bolos prontos e sorvete. Além desses fatores, a hereditariedade pode determinar um colesterol alto mesmo em pessoas de hábitos saudáveis.

Porém é importante ressaltar que não são apenas pessoas obesas que podem desenvolver colesterol alto, o desenvolvimento dessas doenças está associado a diversos fatores de risco, tais como: obesidade, aumento do colesterol, pressão alta, diabetes e tabagismo. Portanto, pessoas magras também podem ter colesterol alto, os níveis de colesterol no sangue dependem muito mais da taxa de remoção de colesterol pelo fígado, que é genético.

Caso você tenha colesterol alto, quais riscos está correndo e como faz para abaixá-lo?

Quando em desequilíbrio no organismo, o LDL na sua forma oxidada é a base do desenvolvimento de doença aterosclerótica (acúmulo de placas de gordura na parede das artérias). A obstrução de artérias pode levar o paciente a um infarto do miocárdio, acidente vascular cerebral, isquemia periférica (nos membros inferiores) e o excesso dessa gordura circulante também tem relação com a maior chance de desenvolver diabetes (por contribuir com a resistência à insulina). Importante ressaltar que as doenças cardiovasculares são as principais responsáveis pelos óbitos registrados anualmente no Brasil.

Portanto, caso um paciente possua o colesterol alto, ele deverá basicamente praticar uma dieta rica em fibras e substâncias nutritivas, fugir do estresse, praticar atividades físicas, evitar fumo e bebida alcoólica. Além disso, ele deverá verificar regularmente as taxas de gordura no sangue e, se necessário, utilizar medicamentos sob prescrição e acompanhamento médico.

Quantas pessoas possuem colesterol alto no Brasil e como tratar esse problema?
Um dado alarmante divulgado recentemente pela Sociedade Brasileira de Cardiologia é o de que 40% da população, algo estimado em mais de 60 milhões de brasileiros, têm colesterol elevado (considerando também casos de subnotificação, visto que mais de 60% da população não sabe seus níveis de colesterol e a maioria faz exames apenas a partir dos 45 anos de idade).

Um fato importantíssimo é o de que o tratamento do colesterol deve ser preventivo e durar a vida inteira. O objetivo do paciente é diminuir o risco cardiovascular, se nada adianta se tratar por um tempo e depois abandonar o tratamento. O objetivo não é buscar uma “cura”, e sim mantê-lo controlado sempre por meio do estilo de vida ou remédios.

Portanto algumas medidas para se tomar com a finalidade de controlar o colesterol são:

  • Evitar o sedentarismo;
  • Evitar alimentos que possuem gordura saturada;
  • Evitar fumar;
  • Alimentação equilibrada;
  • Visitas frequentes ao médico/nutricionista para aferição do colesterol

Agora conta pra gente: Faz quanto tempo você não faz os exames de rotina pra saber como está seu colesterol? Não deixe pra depois, agende sua consulta com nossa equipe e cuide da sua saúde.

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Como o Plasma de Argônio pode ajudar pacientes que reganharam peso?

Postado por master em 02/ago/2021 - Sem Comentários

O Plasma de argônio é um dos procedimentos mais procurados na Suzanclin e percebemos que grande parte dos nossos pacientes ou não sabe do que se trata ou não entende exatamente a quem se aplica esse procedimento. Por isso hoje vamos te falar o que é e para quem é este procedimento.

O que é Plasma de Argônio?
 A ablação com plasma de argônio é um procedimento feito por endoscopia e indicado para pacientes que realizaram a cirurgia bariátrica (pelo método Bypass) e reganharam 10% ou mais do peso mínimo atingido após a cirurgia. O procedimento demora de 10 a 15 minutos e nele o argônio é utilizado para diminuir a anastomose do paciente, promovendo uma maior perda de peso no mesmo. O procedimento costuma ser realizado em 2 sessões, podendo chegar a mais sessões (com 60 dias entre uma e outra). O argônio é um gás ionizável que, quando submetido a uma faísca gera o plasma, que possui as propriedades coagulantes que vão modificar a anastomose e auxiliar a perda de peso do paciente.

anastomose

Anastomose

Quando o paciente realizou a cirurgia pelo método by-pass, o médico teve que criar uma anastomose (junção do estômago com o intestino do paciente). Dependendo do tamanho dessa anastomose o paciente poderá perder/ganhar mais peso. Trazendo uma analogia mais simples, a anastomose seria como se fosse uma boca. No caso dela estar muito fechada, o paciente corre o risco de ter dificuldade na passagem de alimentos sólidos, no caso de ficar muito aberta o paciente sentirá mais fome e poderá comer mais e mais rápido. Portanto o ideal é atingir o meio termo.

 

E como o plasma de argônio entra nessa história? O plasma irá queimar a mucosa do estômago/intestino do paciente, e essa queimadura, quando cicatrizada, vai promover o efeito de diminuição da anastomose do paciente. Hoje o procedimento é recomendado a pacientes que possuem a anastomose maior que 15 milímetros (sendo que o ideal seria algo entre 11 e 12 milímetros).

Importante ressaltar que anastomoses muito pequenas também trazem transtornos ao paciente, seja pela cirurgia bariátrica ou pelo procedimento com o argônio, em casos que o médico diminui muito a anastomose do paciente ele pode ter uma estenose, que nada mais é que ele não conseguir ingerir sólidos, apenas líquidos. Esse é um dos motivos de o procedimento ter mais de 1 sessão. Nesses casos, o paciente poderá procurar o médico para realizar a dilatação dessa anastomose.

O procedimento é seguro?
Mas será que é seguro realizar o procedimento sendo que vão “fazer um machucado intencional no meu estômago”? Sim! Uma vez que a coagulação promovida no paciente é controlada, isso torna o procedimento seguro. Também é importante informar que para realizar esse procedimento o paciente também irá passar com a equipe multidisciplinar, portanto ele terá toda uma dieta e uma evolução com a psicóloga que vão auxiliá-lo no processo. A dieta, assim como na bariátrica, é muito importante visto há necessidade de cicatrização do estômago!

Esse procedimento ainda não é liberado na ANS, portanto os convênios não cobrem esse procedimento. Porém ele vem sendo estudado e é tido como muito promissor, uma vez que possui algumas vantagens:

  • Valor mais baixo que outros procedimentos similares;
  • Nível baixo de complicação;
  • Procedimento minimamente invasivo;
  • Sem necessidade de afastamento do emprego;
  • Procedimento ambulatorial;
  • Procedimento rápido.

Concluímos que o paciente de cirurgia bariátrica pode ganhar peso novamente por vários fatores, um deles é a dilatação da sua anastomose. Quando isso ocorrer, o procedimento mais efetivo e simples é a ablação com plasma de argônio. Na maior parte dos casos, o paciente consegue perder 80% a 100% do peso que reganhou, porém existem casos que o paciente chega a pesos inferiores ao que já tinha atingido com a bariátrica.

Gostaria de saber mais sobre Balão Intragástrico e Plasma de Argônio? Assista uma live que fizemos sobre o tema, aqui no nosso canal do youtube. Clique aqui.

Aqui na Suzanclin realizamos este procedimento.
Agende conosco sua avaliação para Plasma de Argônio.
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