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CIRURGIA BARIÁTRICA

A Cirurgia Bariátrica e Metabólica, também conhecida como cirurgia da obesidade ou redução de estômago, reúne técnicas com respaldo científico destinadas ao tratamento da obesidade e das doenças associadas ao excesso de gordura corporal ou agravadas por ele.

O conceito metabólico incorporado inclusive no nome da cirurgia, foi inserido há cerca de seis anos, pois a redução de estômago adquiriu grande importância no tratamento de doenças causadas, agravadas ou cujo tratamento/controle é dificultado pelo excesso de peso ou facilitado pela perda de peso, como o diabetes e a hipertensão (doenças também chamadas de comorbidades).

No Brasil, são permitidas quatro modalidades diferentes de Cirurgia Bariátrica e Metabólica (além do balão intragástrico, o qual não é considerado cirúrgico):


Bypass Gástrico (Gastroplastia com Desvio Intestinal em

Bypass Gástrico (Gastroplastia com Desvio Intestinal em "Y de Roux")

Estudado desde a década de 60, o Bypass Gástrico é a técnica bariátrica mais praticada no Brasil, correspondendo a 75% das cirurgias realizadas. Ela é uma das técnicas mais seguras e, principalmente, eficiente. O paciente submetido à cirurgia perde de 40 a 45% do peso inicial.

Nesse procedimento, é feito o grampeamento de parte do estômago, o que reduz o espaço para o alimento. Um desvio do intestino inicial também é feito, promovendo o aumento de hormônios que dão saciedade e diminuem a fome. Essa somatória entre menor ingestão de alimentos e aumento da saciedade levam ao emagrecimento e controlam o diabetes e outras doenças, como a hipertensão arterial.

 

CuriosidadeA costura do intestino que foi desviado fica com formato parecido com a letra Y, daí a origem do nome. Roux é o sobrenome do cirurgião que criou a técnica.

Gastrectomia Vertical Sleeve

Gastrectomia Vertical Sleeve

Nesse procedimento, o estômago é transformado em um tubo, com capacidade de 80 a 100 mililitros (ml). Essa intervenção provoca uma significativa perda de peso se comparável à do Bypass Gástrico e também maior que a proporcionada pela Banda Gástrica Ajustável.

 

A Gastrectomia Vertical é um procedimento relativamente novo, praticado desde o início dos anos 2000. Tem boa eficácia sobre o controle da hipertensão e de doenças dos lípides (colesterol e triglicérides).

Banda Gástrica Ajustável

Banda Gástrica Ajustável

Criada em 1984 e trazida ao Brasil em 1996, a Banda Gástrica Ajustável representa 5% dos procedimentos realizados no país. Apesar de não promover mudanças na produção de hormônios como o Bypass, essa técnica é bastante segura e eficaz na redução de peso (20 a 30% do peso inicial), o que também ajuda no tratamento do diabetes.

Com ela, instala-se um anel de silicone inflável ajustável ao redor do estômago, que aperta delicadamente o órgão, tornando possível controlar o esvaziamento do estômago.

Duodenal Switch

Duodenal Switch

É a associação entre a Gastrectomia Vertical e Desvio Intestinal. Nessa cirurgia, 85% do estômago são retirados. Porém, a anatomia básica do órgão e sua fisiologia de esvaziamento são mantidas. O desvio intestinal reduz a absorção dos nutrientes, levando ao emagrecimento.

 

Foi criada em 1978 e corresponde a 5% dos procedimentos feitos no país. Leva à perda de 40 a 50% do peso inicial.

Terapia Auxiliar - Balão Intragástrico

Terapia Auxiliar - Balão Intragástrico

Reconhecido como Terapia Auxiliar para preparo pré-operatório, trata-se de um procedimento não cirúrgico, realizado por endoscopia para o implante de uma prótese de silicone (balão), visando diminuir a capacidade gástrica e provocar saciedade. Esse balão é preenchido com 500 ml do líquido azul de metileno, que, em caso de vazamento ou rompimento, será expelido na cor azul pela urina.

O paciente fica com o balão por um período médio de seis meses.

 

Essa Terapia Auxiliar é indicada para pacientes com sobrepeso ou no pré-operatório de pacientes com superobesidade (IMC acima de 50 kg/m2).

Existem 3 procedimentos básicos da cirurgia Bariátrica e Metabólica, os quais se diferenciam pelo mecanismo de funcionamento e podem ser feitos por abordagem aberta ou por videolaparoscopia (menos invasiva e mais confortável ao paciente):

  • Restritivos: Diminuem a quantidade de alimentos que o estômago é capaz de comportar.
  • Disabsortivos: Reduzem a capacidade de absorção do intestino.
  • Técnicas Mistas: Proporcionam um pequeno grau de restrição e um desvio curto do intestino com má absorção de alimentos.

Os benefícios da cirurgia Bariátrica e Metabólica são a perda de peso, remissão das doenças associadas à obesidade (como diabetes e hipertensão), diminuição do risco de mortalidade, aumento da longevidade e melhoria na qualidade de vida.

Os riscos são os mesmos de outras cirurgias abdominais. Por essa razão, o procedimento deve ser feito em hospital com estrutura adequada e por médicos associados à SBCBM, que pratiquem os procedimentos regulamentados pelo Conselho Federal de Medicina (CFM).

A primeira recomendação para o tratamento da obesidade é a adoção de hábitos saudáveis, como dieta leve e exercícios físicos regulares. Em seguida, tenta-se controlar a doença por meio de remédios emagrecedores. Quando o médico e o paciente se convencem de que se esgotou a tentativa de tratar a obesidade exclusivamente pela mudança do estilo de vida, uma das alternativas mais eficazes é recorrer à Cirurgia Bariátrica e Metabólica.